Atualmente vivenciamos um período dentro da odontologia onde a perda dos dentes não é mais encarada como algo “tolerável”. Em um passado não muito distante, infelizmente, a terapia de tratamento mais comum em pacientes com problemas dentários ou que experimentavam um quadro de dor, era a extração.

A falta de informação associado a carência por instruções dentárias, com certeza tinha uma relação íntima com esses acontecimentos. Dentro de consultórios e clínicas odontológicas que trabalham em sua rotina com o intuito de promover a saúde bucal do paciente, ainda é comum nos depararmos com uma situação que tem grande influência na perda de dentes.

O dente natural, através de sua raiz, está inserido em uma estrutura de suporte extremamente complexa que não se resume apenas à gengiva. O tecido gengival, o osso e uma estrutura chamada ligamento periodontal, são os grandes responsáveis por dar firmeza e suportar as forças mastigatórias que realizamos diariamente.

A partir do momento que vivenciamos algum problema em uma dessas estruturas de suporte dentário, colocamos em risco a manutenção e resistência da fixação dos dentes naturais que, caso não tratado adequadamente, levará a sua perda.

A estrutura gengival quando não se apresenta saudável, provoca sintomas sendo os mais comuns: Dor, sangramento, coloração avermelhada e inchaço. A gengiva é a primeira barreira entre as bactérias nocivas que temos em boca e o osso de suporte dos dentes.

Pacientes com problemas gengivais, conhecido como gengivite e não procuram tratamento odontológico, podem experimentar uma doença ainda mais grave chamada periodontite.

O periodonto é o nome dado ao conjunto de todos os responsáveis pela fixação do dente natural. Uma vez que o paciente tem uma doença instalada nessa região, ele passa a perder gradativamente o suporte do dente, podendo levar mobilidade e a perda espontânea do dente.

A doença periodontal ou periodontite uma vez instalada, necessita de tratamento odontológico pois é considerada uma doença crônica e não terá cura sem acompanhamento profissional.

É importante o paciente estar esclarecido de seu problema e saber que, dependendo do grau e severidade da doença, pode ocorrer perda de um ou mais dentes. Esta doença não está relacionada apenas com a higienização e cuidados com a saúde bucal mas sim, muitos outros fatores que podem contribuir com o aparecimento da mesma.

A predisposição genética, ou seja, possuir algum familiar que já tenha apresentado tal problema, tabagismo, diabetes e pacientes com doenças do sistema imunológico são causas relacionadas também com o aparecimento da doença periodontal.

Caso o paciente perceba mobilidade nos seus dentes, inflamações gengivais recorrentes, grandes exposições das raízes entre outros fatores fora da normalidade, é de extrema relevância procurar o profissional para sanar suas dúvidas ou iniciar o tratamento adequado.

É muito importante termos consciência de que o tratamento mais adequado é sempre a prevenção. A doença periodontal em sua grande maioria não provoca dor, ou seja, muitas vezes o paciente possui o problema mas não sabe ou não fornece a importância necessária para a gravidade.

Hoje existem muitos estudos publicados relacionando a saúde bucal, sobretudo a qualidade gengival, com doenças sistêmicas principalmente as cardíacas. Por isso, a manutenção e a atenção com nossa saúde bucal deve ser tratada com grande zelo.

  • Dr. Gustavo Dagostim – CRO/SC 12.689
  • Cirurgião Dentista - Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial - Universidade Federal do Paraná(UFPR)
  • Especialista em Implantes Dentários (ZENITH)
  • Habilitado em Acupuntura na odontologia, Dor Orofacial e DTM (GAPEDOR)
  • Habilitado em uso de Toxina Botulínica terapêutica para tratamento de Desordens Orofaciais (ILAPEO)