Segundo o escritor português Afonso Cruz, “viver não tem nada a ver com isso que a grande maioria das pessoas faz todos os dias e sim, exatamente o oposto: é fazer aquilo que não se faz todos os dias”.

Muitos, escondidos atrás da máxima do latim “vox populi, vox Dei” (“a voz do povo é a voz de Deus”) e alicerçados por indolências, como inércia, preguiça ou medo, mantém-se na chamada ‘zona de conforto’, sem ousadia para pensar ‘fora da caixa’ ou, melhor, sair dela. Continuam vivendo dentro de um ‘quadrado’, ou de uma ‘bolha’.

Em outras palavras, sem conscientização desta ‘robotização’ de hábitos e com pensamentos obstinadamente ‘domesticados’, direcionados apenas a condutas e procedimentos enraizados, a maioria das pessoas permanece em verdadeiros ‘cárceres’, com mesmos sistemas de vida e formas de análise, impedindo, então, a assimilação de novas ideias.

Nada melhor para a saúde mental, contudo, que deixar de ser um ‘boneco sem vida própria’, saindo da mesmice, enxergando novas alternativas, desenvolvendo novas ideias, enfim, ampliando o conhecimento multidisciplinar absorvido, atentamente, por informações externas, via olhos (visão), mãos (tato), ouvidos (audição), cheiros (olfato) e boca (paladar).

Assim, na dúvida... ultrapasse (!!!), rompendo ‘algemas’ e cruzando a linha invisível entre o comum e o ‘personalizado’. Isto com ousadia, criatividade e iniciativa (‘acabativa’), indo além do convencional e, com resiliência (‘não fragilidade’), descortinando atalhos para imprevistos. Quanto a isto, há o pensamento clássico chinês: "em tempestades, as árvores rígidas são as primeiras a quebrar, enquanto as flexíveis, se curvando, deixam o vento passar".

Pensar e agir ‘fora da caixa’ fortalecem a autoestima, sendo irrelevantes a geração e a idade, pois quem tem coragem de mudar, sempre imprime entusiasmo em suas ações e disposição para fazer acontecer. E, de ‘sobremesa’, sente maior realização pessoal e profissional.

Na dúvida, só não vale ultrapassar, se não houver um ‘ângulo de visão mínimo’ e o ‘outro lado da pista de rolagem’ levar a um distanciamento do caminho da verdade, ética, honestidade e cidadania, pois só este conduz a um futuro com segurança e correção.

Vale, ainda, se lembrar que o corpo fala... e como!!!. Os tiques nervosos, as dores e as doenças surgem quando se “engole sapo”, se contém o choro e se digere as coisas só lá no coração. Por isso, às vezes, vale ‘chutar o balde’, desabafar e expressar-se ultrapassando limites do bom senso, para minimizar a dor, esta válida, sim, para a vida, mas, somente se passageira, nunca permanente.

Ou seja, assim como as dores devem ser vírgulas na vida, contornar dúvidas ultrapassando linhas demarcatórias, para se sair de ‘quadrados’, ‘bolhas’, etc., há que haver a contrapartida da compensação de sustos, consequências e dores (incômodos) de outras naturezas !!!

Quanto a isso, vale parafrasear o filósofo grego Aristóteles (384 a.C-322 a.C): “o ignorante tem certezas, o sábio tem dúvidas e o sensato reflete”.

Por fim, há que se lembrar do grande sábio do século XX, Charlie Chaplin, que disse: “abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque a vida é muito bela para ser insignificante e o mundo pertence ... a quem se atreve”.

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Emílio da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
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