"Em 2020, você chorou ou vendeu lenços?"

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Por: Emílio da Silva Neto

sexta-feira, 03:25 - 18/12/2020

Emílio da Silva Neto

Raramente vivemos momentos recentes de bonança neste Brasil - dito varonil (com características próprias de homens másculos e viripotentes). Por exemplo, na década de 1980, a chamada década perdidadevido à crise econômica do período da redemocratização, o governo arquitetou estratégias contra a “estagflação (estagnação + hiperinflação).

A lista de planos econômicos incluiu o Plano Cruzado (1986), mudando novamente a moeda brasileira (de cruzeiro para cruzado) e congelando preços de produtos varejistas. Acabou fracassando, dentre tantos motivos, devido ao prejuízo de muitos produtores pelo congelamento dos preços.

Depois, o malfadado Plano Collor (no início da década de 1990), com o confisco da poupança e bloqueios de aplicações, visando diminuir a moeda circulante no Brasil. Resultado: aumento da insatisfação da população, recessão e desemprego.

Com o impeachment do “caçador de marajás”, face a escândalos de corrupção, assumiu o desvairado Itamar Franco, seu vice, cuja grande façanha (além da exposição, num palanque oficial, de uma modelo sem calcinha) foi a criação do Plano Real, capitaneado pelo Ministro da Fazenda, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Com corte de gastos públicos e criação de mais uma nova moeda, o real, o Plano conseguiu, finalmente, estabilizar a economia brasileira e conter a inflação.

Assim, superada a epidemia da inflação, a grande maioria da população, sofrida, voltou a respirar em um ambiente menos patológico.

Eis que surge, tempos depois, em nível global, um novo desestabilizador sócio-econômico: um vírus (do latim, fluído venenoso) mais agressivo e contagiante que os criados pelos desgovernos dos governos brasileiros.

Pois, então!!!

Assim como durante as fases da galopante inflação no Brasil, alguns mais espertos enriqueceram (sim, também há os que ganham com a inflação), vale - nesta fase preocupante do Covid 19 - lembrar, como antídoto ao contágio e desenvolvimento do desânimo e desespero, que, na vida, tem-se duas escolhas: ou chorar (lamentar) ou vender lenços (reagir).

Para se fazer da própria vida uma bela história, tudo depende da resposta ao enfrentamento das difíceis realidades. E, propondo-se fazer algo, que ser bem-feito, já na primeira oportunidade, pois a grande diferença entre pessoas comuns (ordinárias) e extraordinárias, é algo mais, chamado extra. Toda vez que se caminha mais do que foi pedido, toda vez que se faz algo mais que o solicitado, está-se fazendo um extra. E quem faz o extra, nunca perde o título de extraordinário.

Todos os dias, ao levantar-se, faz-se uma opção de vida. Pensar grande, ousar sonhar”(**), buscar soluções e correr atrás fazendo a diferença, hoje e já, ou chorar pela vida, ganho e situação geral. No caso da primeira opção, com determinação, certamente virá a recompensa, a seu tempo, sob a forma de melhoria financeira e legado.

Superação não significa blindagem a crises de toda ordem, econômicas, sociais ou "pandemoníacas". Trata-se de mitigação de seus respingos em si mesmo, vencendo mazelas do mundo, não preso a paradigma algum e mudando continuamente de posição para surfar na melhor onda.

Em resumo, em todas as crises ao longo da história da humanidade, as cartas foram redistribuídas, o dinheiro mudou de mãos e maiores foram as oportunidades de subir degraus, pois, enquanto a maioria ficava falando (não reagindo), a concorrência (pessoal e laboral) ficava menor.

Enfim... em crises, independente de se “chorar ou vender lenços”, o que importa é que a vida continua cheia de motivos para se seguir em frente.

(*): correto, “vendem-se lenços”

(**): FRANCISCO, PAPA. Vamos sonhar juntos: o caminho para um futuro melhor. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020

Disponíveis para compra na Grafipel/Jaraguá do Sul.

Também, com dedicatória personalizada, diretamente com o Autor

Emílio da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
Contatos: emiliodsneto@gmail.com | (47) 9 9977-9595 | www.consultoria3S.com

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