Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

Em meio a devastadora guerra pandêmica que vivenciamos, a corrida pela vacina passa a ser o objetivo primordial, capaz de reverter esse trágico cenário.

Se não bastasse a carência de vacinas, temos ainda a ineficácia da logística e a burocracia do processo, que acabam provocando o colapso do sistema de saúde.

Enquanto a sociedade segue discutindo a eficácia ou ineficácia de lockdown, uso de máscara, higiene, tratamento precoce, o vírus vai avançando e se retroalimentando dessa falta de unidade social. Diante desse cenário sombrio, surge uma luz no fim do túnel.

O Poder Legislativo de Jaraguá do Sul, aprovou na terça-feira (16), a participação do município no Protocolo de Intenções do Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras). Uma iniciativa promovida pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) com o objetivo de romper as amarras burocráticas do processo e buscar celeridade na aquisição das vacinas contra a Covid-19.

Este Consórcio contempla que os recursos para a compra das vacinas poderão vir de diversas fontes: recursos municipais, repasses federais, de emendas parlamentares e doações. É incontestável a urgência em imunizar a população.

Isso evitará o total colapso da saúde, e consequentes mortes por desassistência, além de permitir a retomada da atividade econômica, com geração de emprego, renda e o convívio social. Portanto, avistar a luz no fim do túnel, nada significa se não tivermos força e competência para atravessá-lo. Isso requer um consistente pacto nacional entre poder público e sociedade civil.

O pressuposto desse pacto é a corresponsabilidade e coparticipação nos prejuízos dessa guerra. Até aqui, este pesado fardo tem recaído, unilateralmente, para a sociedade cível, em perdas de vidas, negócios, empregos, rendas, convívio e, agora, desassistência, apesar do hercúleo esforço dos guerreiros profissionais da saúde.