Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

A data de 21 de março, mundialmente dedicada a síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, tem o propósito de conscientizar a sociedade acerca da igualdade de oportunidades, garantia de direitos, inclusão e dignidade.

Em meio a um clima tenso, caracterizado por uma pandemia, tem ganhado destaque na mídia e opinião pública, expressões como: estado de sítio, de defesa, de emergência, de calamidade, além de toque de recolher. Entretanto, diante de tantos toques restritivos, porque não dar protagonismo ao “toque de acolher?”. É disso que queremos falar hoje.

Em Jaraguá do Sul, um grupo de familiares está promovendo o empoderamento de pessoas com Síndrome de Down, por meio da Up Down, a União de Pais pela Síndrome de Down.

Em que pese o já destacado e comprometido trabalho de entidades como Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Associação dos Amigos do Autista (AMA), esses pais, da Up Down, que se diferenciam pelo senso de humanidade, são profundamente focados na síndrome de Down, tendo como objetivo, oportunizar o desenvolvimento integral e social das pessoas com a trissomia do cromossomo 21.

Iniciativas dessa natureza e sensibilidade, nos mostram o quanto já caminhamos na história e o quanto ainda podemos evoluir. É fato incontestável que ao longo da existência humana, crenças e valores culturais têm estigmatizado pessoas com deficiência.

Cônscios dessa realidade, estes pais voluntários combatem este resistente obscurantismo, elucidando e compartilhando informações críveis com a comunidade, desconstruindo preconceitos do meio social e familiar, visando uma sociedade inclusiva, mais justa e desenvolvida.