Editorial OCP News
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é crescente a taxa de suicídio no mundo. Morre uma pessoa a cada 40 segundos. Já representa a segunda principal causa de mortes em jovens entre 15 e 29 anos.

Não há perguntas precisas, nem respostas acertadas para o suicídio. Mas há muito mito. Não há justificativa nem sentença. Mas há a necessidade de se falar sobre.

Há um grito que precisa ecoar, e ele não tem se propagado por conta do vácuo da sociedade. O vácuo do preconceito, da incompreensão, da desinformação, das crenças religiosas inconsequentes, da desatenção e insignificância.

A humanidade vive uma era paradoxal. Em nenhuma época, o homem foi capaz de acessar e compartilhar tanta informação em tempo real. Por outro lado, em época alguma, ele foi capaz, ao mesmo tempo, de absorver e socializar tanta desinformação e tanta individualidade.

Falar de suicídio é, em primeira instância, refletir e ter consciência sobre o modelo de sociedade caracterizado, substancialmente, pela pressa. Falar sobre isso, requer atenção e tranquilidade.

A pressa faz com que a humanidade se carregue por fora e se esvazie por dentro. Prevenir o suicídio é uma missão coletiva. Se há, por um lado, o trabalho determinante dos profissionais de saúde, por outro, deve haver o acolhimento e apoio por parte de entidades, amigos e familiares.

É importante considerar que a solidão não determina, mas potencializa o risco de suicídio. Falar de suicídio é, sobretudo, desconstruir mitos. O suicídio não é manifestação de uma vontade, ou seja, não tem a ver com livre-arbítrio.

Está ligado a transtornos mentais que podem ser tratados por vários caminhos. Empatia, cuidado e afeição, conjugado com papo aberto, sem meias palavras, é um desses caminhos. Suicídios são evitáveis.

 

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