Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

Apesar do momento circunstancial da pandemia, a chegada da Páscoa sempre merecerá digna celebração. Considerada uma das datas comemorativas mais importantes do ano, dada uma população predominantemente cristã, as famílias cumprirão seus ritos religiosos, mas não se permitirão privar da tradição de presentear.

Se a ocasião é de tensão e cuidados, deverá ser, também, de reflexão sobre a vida, a união, o amor e a solidariedade. Cabe salientar que o isolamento não tem subtraído, necessariamente, a criatividade e colaboração do povo jaraguaense.

Exemplos de cidadania como priorização de compras de pequenos negócios locais; movimentos de “não demissões” adotados por empresas; diversidade de iniciativas e serviços voluntários; além de proporcionarem alívio, movimenta também a rede de comércio, que gera empregos, recursos e movimenta a economia.

É natural que a pandemia sugere, como primeiro impulso, compras via internet. É compreensível, também, que recursos financeiros sempre serão regidos pela lógica da escassez, motivando qualquer aquisição a orientar-se pela razão do melhor preço, qualidade e condição. Todavia, em meio a essa guerra que nos assola, não desfrutamos de uma situação econômica confortável.

Por isso, uma simples atitude estimulada pelo senso de coletividade e reciprocidade, poderá fazer uma significativa diferença, com reflexos na vida de todos. Os dias que antecedem a Páscoa, representam uma oportunidade para demonstrar que a crise, mesmo sendo humanitária, ela não precisa ser por falta de senso de coletividade.

Nesse sentido, a nobre atitude de priorizar as compras locais, é uma digna forma de partilhar a Páscoa em família e em sociedade. É com essa postura que suplantaremos a crise, para um estágio mais evoluído, espiritual e socialmente.