Não se pode negar que a principal mazela que aflige as sociedades é, indubitavelmente, a violência, em suas mais diversas formas.

O histórico da segurança pública em nosso país, nunca foi, sequer, satisfatório. Sempre deixou a desejar em seu preceito constitucional, pois sempre houve pouca interferência efetiva do poder público e da sociedade. Isso faz com que a sensação de segurança por parte da população, seja expressivamente baixa.

Prova disso é a recente pesquisa elaborada pelo Global Peace Index (GPI) de 2021, dando conta de que o Brasil é o país onde a população tem um alto grau de medo da violência.

Segundo esse Instituto internacional, 83% dos brasileiros temem ser vítima de um crime violento. Há consistência nos dados, pois, o nosso país é classificado como o 3º menos pacífico da América do Sul e um dos 10 mais violentos do mundo.

É notório que em nossa região a realidade é bem diferente comparada ao contexto nacional. Entretanto, isso não significa que estamos alijados ou blindados dos impactos do baixo padrão brasileiro de segurança.

Nossa região é próspera e em constante crescimento. Isso demanda, por conseguinte, correspondentes investimentos em segurança, saúde, educação, infraestrutura, entre outros. Não podemos somatizar à essa pandemia do coronavírus, uma epidemia da insegurança.

Sendo assim, buscando demonstrar que a segurança pública é de responsabilidade de todos, o Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), juntamente com representação política, pleiteiam aumento do efetivo na 12ª Região de Polícia Militar.

É bem verdade que nos destacamos pelos bons indicadores de segurança. No entanto, a sustentabilidade desse padrão, requer, necessariamente, adequação do quadro de efetivos. Espera-se, então, que esse providencial e digno pleito seja atendido com a brevidade que merece.