Temos sustentado aqui nesse espaço editorial que, no âmbito nacional, a segurança pública, sempre se caracterizou pela insuficiência. Historicamente, é deficitária em seu preceito constitucional, pois sempre houve pouca interferência efetiva do poder público e da sociedade. Isso faz com que a sensação de segurança por parte da população seja expressivamente baixa.

Em todas as instâncias da sociedade, é preciso encarar a segurança como algo em constante construção. Ou seja, ela precisa estar em contínuo aperfeiçoamento e evolução. Para ilustrar essa situação, nos valemos de dados do instituto internacional Global Peace Index (GPI), edição de 2021, onde o Brasil aparece como o país em que sua população tem um alto grau de medo da violência, ou seja, 83% dos brasileiros temem ser vítima de um crime violento. Somos considerados o 3º país menos pacífico da América do Sul e um dos 10 mais violentos do mundo.

Obviamente, esta realidade não se reflete em todos os entes da federação. Há ilhas de excelência. Nossa região se apresenta como referência positiva nesse quesito, mas nem por isso relaxamos. Tendo em vista sermos uma comunidade próspera e em constante crescimento, isso sempre demandará adequação da estrutura para a qualificada prestação desse serviço.

Prova disso são as novas viaturas blindadas da Radiopatrulha que acabam de chegar ao 14º BPM, em Jaraguá do Sul. Os veículos utilizados pelos policiais militares rodarão nas ruas a partir do mês de novembro.

Enfim, todo o esforço e aprimoramento nessa direção, significa a garantia da lei, mas, sobretudo, da justiça. Que continuemos fazendo da segurança um compromisso conjunto de toda a comunidade.