Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

Natural e instintivamente, a mulher se cuida mais do que o homem. Em tese, a razão disso se deve ao fato de o senso de preservação da espécie estar mais presente no gênero feminino. Por outro lado, os tabus que envolvem a saúde do corpo, são mais presentes no gênero masculino.

Um exemplo que ilustra bem esta constatação, é a prevenção do câncer de próstata, sendo este, a segunda causa de morte oncológica entre os homens. São previstos 65.840 mil novos casos em 2020, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Embora o ‘Novembro Azul’ tenha passado, o ato da prevenção não pode ser apenas estimulada por conta de campanha de um determinado dia ou mês. A prevenção deve ser constante.

Estudos revelam que um contingente expressivo de homens, ainda seguem perdendo a preciosa oportunidade de diagnóstico e de tratamento precoce da doença, por constrangimento descabido e inconsequente, o que poderia aumentar as chances de cura em 95%.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 44% dos homens, a partir dos 50 anos, nunca foram ao urologista e nem fazem exames preventivos. Só uma palavra explica isso: “irresponsabilidade”.

É preciso, em nome da saúde e da qualidade de vida, mudar a cultura do machismo barato e aprender com as mulheres. No contexto dos exames preventivos, elas não alimentam tabus, tampouco disseminam piadas sexistas. É preciso falar, se informar, desmistificar e, sobretudo, se educar sobre esse tema vital.

A comunidade médica insiste que o diagnóstico precoce continua sendo a arma mais eficaz contra o câncer de próstata. Os exames preventivos como o toque retal e o PSA, continuam sendo determinantes e indispensáveis. Portanto, a atitude da rotineira prevenção, desprovida de tabu, é própria de quem é homem verdadeiramente.

 

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