Qualquer esforço pela causa da inclusão deve ser enaltecido, pois significa que a sociedade está evoluindo. E nesse Editorial nos reportamos a uma realidade pouco conhecida pela sociedade global.

Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da própria Organização das Nações Unidas (ONU), apontam que cerca de 15% da população mundial (mais de 1 bilhão) possui algum tipo de deficiência (física, sensorial, intelectual ou psicossocial).

Como temos sustentado, Jaraguá do Sul também está inserida nessa realidade, porém, a absorve com dignidade e competência, porque há a convicção de que inclusão sempre será uma conquista de relevante sentido quando se vislumbra uma sociedade mais justa.

A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), assim como a Ama (Associação de Amigos do Autista), são entidades que nos fazem refletir sobre a dimensão da deficiência, além de estimular a conscientização da sociedade acerca da igualdade de oportunidades, da garantia de direitos, da inclusão, dignidade e cidadania.

Suas ações e propósitos demonstram que a verdadeira deficiência habita no preconceito das pessoas, no descompromisso, na desinformação, nas velhas ideias, na falta de educação, e falta de respeito. Essas entidades sabem que a dissimulada desigualdade social e limitações de toda ordem por parte do Estado, são forças que não somam para a inclusão.

Mas isso se reverte quando há parcerias, determinação, comprometimento, voluntariado e, sobretudo, vontade política. E nessas condições, pode-se dizer que somos uma sociedade diferenciada. A Apae de nosso município recebeu recursos da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação de Jaraguá do Sul, por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) no valor de R$ 472 mil, que serão investidos em infraestrutura para otimização de seu atendimento. Uma notícia relevante digna de reconhecimento.