Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

A humanidade atravessa um dos ciclos mais tensos e trágicos dos últimos tempos. Momentos impactantes como este que nos assola, tem, além das perdas de toda ordem, o poder de elevar nossas ações e ressignificar nossa existência e relações.

Absorver esse clima contingencial como nova ordem, incorporando-a permanentemente a um novo cotidiano, é para quem está determinado ascender a padrões diferenciados de coexistência.

A crise pandêmica nos faz refletir que, por essência, somos seres gregários cujo meio de sobrevivência e desenvolvimento só poderão se dar em sociedade. Significa que não há possibilidade de dicotomia entre homem e sociedade, pois, de forma interdependente, estes se constroem, se complementam e se desenvolvem mutuamente.

Traduzindo-se para nossa peculiar realidade local, o que observamos é um padrão elevado de sociedade organizada, colaborativa e solidária, graças a sinergia de um conjunto de fatores, orquestrado por entidades de classe, empresariado e sociedade civil.

Há aqui uma consciência mais acurada de unidade social e senso coletivo. Um dos exemplos que ilustra isso, é a recente iniciativa da Secretaria de Assistência Social e Habitação, em parceria com a Secretaria de Saúde, que lançou no município, na terça-feira (6), uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, enquanto perdurar o programa de vacinação contra a Covid-19.

As doações ajudarão famílias em condição de vulnerabilidade social nesse período de pandemia. Que esta campanha possa ter adesão maciça das pessoas, com vistas a uma sociedade mais justa, humana, responsável e desenvolvida.

Não há outro denominador comum, quanto ao propósito de nossa existência, senão o de ‘servir’. Ser servido sem servir, é apenas existir.