Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

Estamos enfrentando, no Brasil, o momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus, onde o risco de colapso da estrutura da saúde é iminente. Certamente, a luta contra o vírus continuará ao longo de 2021.

No entanto, a batalha conta agora, com uma arma poderosa, desenvolvida pela ciência. Só a vacina será capaz de conter, efetivamente, as perdas de vidas e traumas sociais, além dos danos econômicos.

Em Jaraguá do Sul, o processo de imunização pode avançar em passos largos, desde que haja disponibilidade de vacinas. Há uma capacidade estrutural instalada para pronta resposta.

Temos sustentado que esta guerra contra o Coronavírus, que já dura um ano, pode ser visualizada em dois grandes momentos contextuais: i) o de resistência, com armas paliativas e muita especulação; e ii) o de ataque, envolvendo o processo de imunização em massa, como arma efetiva.

O desafio agora, é buscar eficácia em três grandes frentes: i) produção e distribuição de vacinas; ii) organização e celeridade na imunização; e iii) colaboração social nos protocolos de proteção e higiene. Graças a chegada de mais um lote de 2.490 doses da vacina, Jaraguá avançou agora para imunização de idosos com 70 anos ou mais, profissionais de saúde em atuação, com 45 anos ou mais, além de profissionais de saúde com comorbidade comprovada, com idade a partir de 18 anos.

Pesquisas dão conta de que mais 70% dos brasileiros estão dispostos a se imunizar. Queremos crer que em Jaraguá esse percentual chegue próximo de 100%.

Até o final do ano, um grande contingente estará imunizado. Entretanto, enquanto isso, os protocolos de cuidados estabelecidos pelas autoridades sanitárias, devem continuar sendo obedecidos, não por receio das multas, mas por consciência coletiva.