Temos sustentado que enquanto a quantidade de automóveis não parar de aumentar, os sistemas de estacionamento rotativo seguirão, inevitavelmente, tendo que se adequar como solução paliativa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui uma frota de cerca de 60 milhões de automóveis, representando, em média, um veículo para cada 3,7 habitantes.

Ressaltamos, portanto, que por conta dessa descomunal e crescente frota, as cidades se obrigam a dispor, cada vez mais, de sistemas eficientes de estacionamentos, de formas a organizar a mobilidade.

Ocorre que, a princípio, não é o que supostamente está acontecendo em Jaraguá do Sul com o novo e recente sistema. Por ocasião da contratação da nova operadora Rek Parking, no início deste ano, a expectativa era de que a versão atual teria um conceito mais moderno em termos de tecnologia, utilização, capacidade, funcionalidade, operacionalização e segurança.

Algumas dessas variáveis, como utilidade, funcionalidade e segurança, não estão sendo reconhecidas pelos usuários. O Poder Legislativo tem se mobilizado junto ao Executivo, com o propósito de se buscar regularização no sistema. Os usuários esperam garantia do pleno serviço no momento de usufruir os créditos adquiridos através do aplicativo da Rek Parking, responsável pela operação.

Enfim, o denominador comum dessa problemática questão é muito simples: ampliou-se a extensão da área a ser cobrada, aumentou-se o preço e reduziu-se a qualidade do serviço. A equação não está fechando.

Essa conclusão é fundamentada em manifestações de usuários, bem como, em testes feitos in loco por jornalistas do OCP. A comunidade espera a devida e pronta regularização.