O campo de batalha dos incansáveis guerreiros profissionais da linha de frente do combate à Covid-19, não está restrito aos hospitais.

Eles também estão disponíveis, incondicionalmente, na Central de Vacinas. Ou seja, se há vacina, lá estão a postos os vacinadores.

São profissionais, treinados e capacitados para essa nobre e extenuante missão. Ninguém mais pode duvidar que a Covid-19 é uma real ameaça à vida, à saúde, às instituições, à liberdade, à economia e ao emprego.

O enfrentamento desse inimigo tem exigido ações firmes e objetivas, harmonizadas com comprometimento, responsabilidade, disciplina e determinação. A sociedade reconhece que a prova de resistência e pesado fardo tem recaído sobre o pelotão da linha de frente, e hoje nos reportamos aos profissionais da Central de Vacinas.

É inquestionável o excelente nível de organização e celeridade da logística de imunização centralizada no Parque de Eventos. Entretanto, a prova maior daqueles profissionais, não é, necessariamente, aplicar a vacina, mas, suportar aquilo para os quais não foram preparados: insultos, reclamações infundadas, exigências ilegítimas e, o mais lamentável, escolha da vacina

. Senso de cidadania não se coaduna com escolha de vacina. É preciso entender que num estado de guerra, todos são conclamados a contribuir, e qualquer contribuição pode fazer grande diferença, começando pelo respeito.

Reiteramos que recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que a exaustão emocional é uma preocupante realidade desses profissionais. 80% desses trabalhadores sentem impactos negativos na saúde mental causados pela pandemia, sendo que apenas 19% buscaram ajuda para lidar com o problema.

Portanto, o mínimo que esses profissionais esperam da sociedade é compreensão, educação, acolhimento e senso de cidadania. Somos profundamente gratos a esses bravos profissionais.