Com autêntica postura de representatividade, e correspondendo aos anseios da sociedade, a Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, em sessão na terça-feira (20), aprovou por unanimidade e lucidez, uma moção de apelo para que o presidente Jair Bolsonaro vete o aumento do dito Fundão Eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, incluído pela Câmara dos Deputados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

É bom que se diga, que este repugnante episódio ascende, mais uma vez, a luz de alerta para a premente necessidade de uma reforma política em nosso país, sem ignorar, obviamente, as demais reformas. O sistema atual, sustenta o fisiologismo como moeda de troca para a robusta e caríssima máquina do multipartidarismo rodar, acentuando a crise de representação política que ora vivemos.

Por isso, mais uma vez, a sociedade testemunhou, atônita, um ato da má política, demonstrando o abuso de poder, a exploração social e a dominação oligárquica dos poderes constituídos. Mais uma vez, fica provado para a nação, que o relacionamento da sociedade civil com o estado democrático de direito, não se dá em condição de reciprocidade e justiça.

Ou seja, não há equidade entre o expressivo volume de contribuições arrecadadas e a quantidade e qualidade dos serviços públicos prestados. Portanto, a atitude da Câmara de vereadores de Jaraguá, da sociedade e demais entidades jaraguaenses, traduz o anseio comum pela busca de um novo modelo republicano, com a modernização do estado brasileiro, se tornando menos oneroso, menos voraz, mais leve, mais ágil, mais eficaz, e, sobretudo, mais justo para a sociedade.