A peregrinação é intrínseca à natureza humana. A prática é muito antiga e nos tempos bíblicos encontramos os melhores exemplos dessa prática. O Êxodo dos hebreus para a terra prometida, as constantes peregrinações de Jesus, de Abraão e de tantos outros profetas e santos da história, nos provam o sentido dessa longa tradição.

As peregrinações mantêm-se vivas porque fazem parte da condição existencial humana. Cada uma com suas peculiares características culturais e religiosas, tanto no cristianismo como no islamismo, judaísmo, hinduísmo, budismo e outras, elas se fazem presentes em todos os povos da terra.

A diversidade espiritual cunhou peregrinações clássicas ocidentais como o Caminho de Santiago de Compostela, os Santuários de Fátima e Lourdes, o Vaticano, Terra Santa, Santuário Nacional de Aparecida, e as orientais como Meca, Varanasi, Bodh Gaya, entre outras. Todas compartilham de um sentido comum: proporcionar aos peregrinos a reflexão sobre algo que está para além do utilitarismo e finitude da existência humana.

Caminhar reproduz o movimento da vida. Subidas, descidas, obstáculos, luz, escuridão, conquistas, sofrimento, renovação, passagem. Tudo se apresenta no caminho, independentemente da distância.

É com esse mesmo sentido que no feriado do dia 21 de abril acontecerá a peregrinação alusiva aos 16 anos de morte do Pe. Aloísio Boeing, cujo local de concentração será a Igreja Nossa Senhora do Rosário, de Nereu Ramos, seguindo até o Seminário de Corupá. Haverá estrutura de apoio ao longo do percurso de 14,3 km.

O leitor poderá conferir detalhes de como participar, na matéria do OCP.