Há três anos, surgiu um movimento entre os reitores do sistema Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), do qual nós, da Católica de Santa Catarina, fazemos parte. Movimento este que conta com o apoio do poder público, na figura da SDS (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI); e de associações bem constituídas e com nobres missões, como a Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), a Fecam (Federaçao Catarinense de Municípios) e a Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). Todos esses atores agregaram em técnica e conteúdo.

As políticas públicas da Fapesc encontraram eco no projeto. Da mesma forma, a Fecam, que dá o necessário amparo para os municípios fazerem entregas diárias para os catarinenses. E o setor produtivo catarinense tem um grande DNA de transformação social, que proporciona um solo fértil em termos de economia e qualidade de vida. Esta visão empreendedora faz com que com uma pequena parcela do território brasileiro, nosso Estado seja detentor de um dos maiores PIB (Produto Interno Bruto) do País. As mentes brilhantes da academia podem e devem aproveitar esse ambiente favorável.

Por isso, em 2020, nós, das IES, além de representantes dos setores público e privado, participamos de um diagnóstico com mais de 200 questões. As respostas embasaram a direção a ser seguida. Com isso, este movimento floresceu, ganhou embasamento e hoje é uma realidade: a Plataforma de Inovação das Instituições Comunitárias (Piic).

A novidade tem o firme propósito de dar ainda mais visibilidade às instituições de ensino superior (IES). Para tanto, foi implantado um software, viabilizado por meio da concessão de recursos públicos na casa de R$ 450 mil por parte do MCTIC. A emenda parlamentar que viabilizou a verba é de autoria do senador Jorginho Mello, da deputada federal Carmem Zanotto e do deputado federal Pedro Uczai. Não posso deixar de dar também os devidos créditos ao Adriano Rodrigues, Relação Institucional e Governamental do Sistema Acafe, coordenador e idealizador da plataforma.

Já nós, das IES, entramos com o importante papel de preparar e entregar mão de obra qualificada aos setores público e privado. Devemos honrar nossa missão de ser propulsoras da inovação e geradoras de ações transformadoras em prol da sociedade. E, com a Piic, agora, estamos integrados e inteirados das movimentações dos nossos pares.

Somos aliados transversais, unidos as competências das nossas instituições. Podemos saber tudo que acontece em cada unidade e expandir as possibilidades de atuação. Professores, doutores e pesquisadores estão conectados na busca comum de soluções com excelência. Assim, aproveitamos os potenciais, podemos aprender com as boas práticas e unir forças. Dividir os aprendizados dos projetos de pesquisa e inovação. É um esforço coletivo em direção ao fortalecimento das culturas de inovação, de empreendedorismo, de diversidade de talentos e de ideias. Estamos muito otimistas e entusiasmados.

Contamos, ainda, com a possibilidade de expandir a abrangência com nossos vizinhos do Rio Grande do Sul e, após a pandemia, ampliar as conexões com interações presenciais com ainda mais associações comerciais. É uma iniciativa com muito potencial, que pode inspirar universidades de todo Brasil. Temos orgulho de ser uma das 15 IES catarinenses que, de forma unânime, estão na linha de frente desta transformação, uma iniciativa integradora e potencializadora, que conecta público, privado e academia.