2020 já é história, mas ainda precisaremos lidar com os seus reflexos em 2021. Além das óbvias implicações na saúde e na economia, tivemos um preocupante cenário na educação. 8,4% dos brasileiros de 6 a 34 anos que estavam matriculados antes da pandemia deixaram de estudar no ano passado.

São 4 milhões de alunos que interromperam a ascensão da curva aprendizagem. Desses jovens, 17,4% declararam não ter intenção de retornar para as salas de aula neste ano. A taxa de abandono é de 10,8% no ensino médio e 16,3%, no superior. Limitações financeiras e tecnológicas são apontadas como as principais responsáveis pela situação. O estudo é do Instituto Datafolha, realizado a pedidos do C6 Bank, a partir de 1,7 mil entrevistas por telefone, com dados coletados de 30 de novembro a 9 de dezembro.

Combater a evasão exige atenção de todos nós: sociedade, poder público e instituições de ensino. Na Católica de Santa Catarina, não estamos poupando esforços para que a educação dos catarinenses não seja interrompida.

Poucos dias após a pandemia ter atingido nosso Estado, nossos professores e alunos já mergulharam de cabeça nas aulas on-line. Novas ferramentas de comunicação e edição foram descobertas e experimentadas. Os nossos colaboradores fizeram a sua parte em dar todo o suporte necessário. Implementaram uma rotina semanal de feedbacks e uma cartilha com dicas para o bem-estar emocional.

Passamos o início de 2020 em planejamento e ajustes e, no segundo semestre, demos mais um passo para aprimorar a experiência de aprendizagem. Assim como está sendo neste primeiro semestre de 2021, cada acadêmico pôde escolher se preferia continuar a assistir as aulas on-line ou preferia retornar ao campus.

Para garantir a segurança dos estudantes que optaram pelo presencial, investimos na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e para atomização, por meio do qual as salas de aula são sanitizadas diariamente. Realizamos a instalação de dispensers de álcool gel; e a demarcação do piso com distanciamento. O planejamento contou com mapeamento de riscos e elaboração de plano de comunicação visual, baseado em protocolos de medidas preventivas.

Diariamente, as unidades recebem reforço na limpeza, na ventilação e desinfecção de ambientes. A Central de Atendimento e Sala de Matrículas passaram a realizar atendimentos presenciais prioritariamente com agendamento prévio para evitar aglomerações. A Biblioteca, Central de Cópia e Espaços de Alimentação tiveram restrições ao fluxo e horário reduzido de atendimento.

Cada campus passou a contar com pontos de controle na chegada, nos quais ocorre recebimento de orientações, realização da limpeza dos calçados em tapete sanitizante, aplicação de álcool gel nas mãos, aferição de temperatura e a verificação do uso de máscara. Em caso de temperatura igual ou superior a 37,8 °C, o acesso à instituição é impedido, com a recomendação para procurar o serviço de saúde municipal. A checagem da conformidade dos procedimentos é apoiada por meio da possibilidade de realizar denúncias via canais de comunicação específicos, com procedimentos estabelecidos para o caso de necessidade de sanções administrativas.

Nas suas casas, os acadêmicos e colaboradores puderam contar com o programa Equilibre-se, criado para prover apoio jurídico, financeiro, social e psicológico. Para os alunos que necessitaram, houve empréstimo de computadores, pranchetas de desenho e roteadores de internet, com plano custeado pela instituição. Além disso, disponibilizamos diversas modalidades de parcelamento e financiamento, bem como bolsas de incentivo à continuidade dos estudos.

Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance, pois a educação é, sim, a única ferramenta efetiva e de longo prazo para interromper o ciclo da pobreza. Estudar é essencial. Estudo é a essência de uma sociedade desenvolvida.