Prof. Diogo Benke | Reitor da Católica - SC
Prof. Diogo Benke | Reitor da Católica - SC

Protagonismo. Palavra importante, mas que, infelizmente, nem sempre é incluída no nosso cotidiano. Neste domingo, 15 de novembro, das 7 às 17h, teremos uma oportunidade real de fazer a diferença. É quando poderemos exercer o nosso direito democrático de participar da escolha do prefeito, do vice-prefeito e dos 11 vereadores que ditarão o futuro da nossa querida Jaraguá do Sul até 2024. Um direito conquistado graças à luta de gerações de brasileiros e que, infelizmente, nem sempre é devidamente valorizado.

Precisamos exercer com muita responsabilidade e zelo esse papel. Estamos vivendo um cenário peculiar por conta da pandemia do coronavírus. A Covid-19 traz consigo, além das inúmeras incertezas, o risco de aumento nas taxas de abstenção eleitoral. Precisamos fazer a nossa contribuição para que isso não ocorra.

Uma série de protocolos de segurança serão adotados pela Justiça eleitoral nas eleições municipais. Até 10h, a preferência para votar será para os idosos. Todos deverão manter o distanciamento mínimo de um metro e estar de máscara, do contrário, não poderão votar. Além disso, há a recomendação para que cada um leve a sua própria caneta para assinar presença no caderno de votação.

Separamos um tempo na nossa agenda para tantas coisas diariamente. Já a votação é um ato requerido apenas de dois em dois anos, e que faz toda a diferença em nossas vidas. “Ah, mas eu não gosto de política.” “Não quero participar de política.” Você já deve ter ouvido estas falas alguma vez, ou até mesmo ter pensado nelas, mas já parou para pensar bem se isso realmente é possível?

Na verdade, nós nos relacionamos com a política todos os dias. Aristóteles já dizia que “o homem é, por natureza, um animal político”. Viver em sociedade é viver em meio à política. É algo inerente à nossa própria essência. O simples fato de escolher não participar de uma fiscalização, de um pleito eleitoral, de uma passeata, de uma associação de bairro e de um conselho já é em si um ato político. Neste caso, uma política de negação, de não participação.

Não se deixe dominar pela apatia e descrença. Ainda temos mais dois dias pela frente. Caso ainda não tenha feito isso, busque informação sobre os candidatos. Pesquise mesmo. Olhe para o passado, realizações e possíveis denúncias; e para o futuro, as propostas. Reflita em quem representará melhor a coletividade, acima de interesses individuais. Preste atenção em quem demonstra estar atento e consciente das necessidades da população. Você pode assistir a debates e a propaganda eleitoral. Informação é o que não falta na internet, os programas de governo, por exemplo estão ao nosso alcance.

Invista tempo no seu futuro, em fazer uma boa escolha. Tenha como meta chegar à cabine de votação com a sensação de digitará os números de candidatos honestos, capacitados para estar à frente da elaboração de leis e tomada de decisões, e aptos a fazer uma gestão adequada dos patrimônios e recursos públicos. São escolhas muito sérias, que influenciarão a vida de todos.

Mas não para aí. Uma vez eleitos, nossos representantes precisam atuar levando em conta o que é melhor para o bem coletivo. Precisamos permanecer atentos e vigilantes aos atos do poder público. Esta é uma missão diária e constante. Por meio do voto consciente e fiscalização ativa e permanente, podemos pavimentar o caminho para uma sociedade mais justa e igualitária. A sociedade que deixaremos para os nossos filhos e netos.

Na Católica de Santa Catarina, buscamos exercer com excelência não somente as nossas profissões, mas a nossa missão de cidadãos. Trabalhamos diariamente em prol da conscientização sobre a necessidade e importância de fazer contribuições concretas para a sociedade na qual estamos inseridos. Desenvolvemos ações práticas e programas voltados para a concretização deste protagonismo. E domingo, certamente estaremos lá nas seções eleitorais, fazendo a nossa parte. Vamos?