Desde a popularização da internet por volta da década de 1990, nossos comportamentos têm sido profundamente transformados. Um deles diz respeito à forma como consumimos. Se na era “analógica” o ato de pesquisar um produto envolvia uma verdadeira peregrinação por estabelecimentos comerciais, hoje em dia, em qualquer tempo livre e com um smartphone na mão, definimos preferências, comparamos preços e tiramos dúvidas com vendedores. Depois de alguns acessos, o consumidor pode ir direto à loja física e adquirir o item desejado, de forma mais assertiva e rápida. É uma daquelas facilidades da digitalização que tornam difícil entender como vivíamos sem isso antes.

Preços acessíveis e praticidade são alguns dos trunfos dos e-commerces e market places, que se multiplicam progressivamente e disputam nossa atenção. Não faltam dados para confirmar a tendência. De acordo com a Ebit|Nielsen, em 2018 o faturamento do comércio eletrônico brasileiro teve uma alta de 12% em relação a 2017, com vendas totais de R$ 53,2 bilhões. Foram 123 milhões de pedidos realizados.

Para este ano, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ACBComm) estima um aumento nas vendas on-line de 19%, algo na casa dos R$ 79,9 bilhões. A associação prevê um tíquete médio de R$ 301, resultando em 265 milhões de pedidos até dezembro e a existência de 87 mil lojas virtuais. Caso as estimativas se confirmem, será o maior crescimento no período de doze meses desde 2015, isso tudo com um cenário econômico que ainda não está em sua plena potência.

Só na Black Friday, programada para culminar na sexta-feira da semana que vem, dia 29, a ABComm e a Ebit/Nielsen projetam um faturamento acima de R$ 3 bilhões, com aumento de 18% em relação a 2018. Um levantamento realizado pelo Google, por encomenda da consultoria Provokers, com 1,5 mil consumidores brasileiros, apontou uma intenção de compra 58% maior em 2018 na comparação com o ano anterior. Calçados e vestuário, acessórios, produtos fitness, cosméticos, artigos de casa e decoração, livros e produtos eletrônicos lideram as preferências do internauta brasileiro.

Para surfar na crista dessa onda, há alguns pontos estratégicos a serem observados. Estudar o perfil das empresas e dos consumidores, identificar o nicho a ser atendido, escolher a tecnologia mais adequada e compreender as questões legais e tributárias. Assegurar a segurança nas transações de pagamento, proporcionar um ambiente virtual agradável e intuitivo e estabelecer estratégias assertivas de marketing e montar uma logística eficiente.

Conscientes das incríveis possibilidades desse segmento e da demanda por conhecimentos, passamos a oferecer o curso superior de tecnologia em Gestão Comercial em todos os nossos polos, com primeira turma em 2020. Será possível ingressar nele via Enem, vestibulares de bolsas e agendado e segunda graduação. Durante dois anos, os acadêmicos serão preparados para desempenhar atividades de forma alinhada com as estratégias mercadológicas do negócio.

Os egressos do curso estarão aptos para estruturar e gerenciar as atividades comerciais e de comércio eletrônico das organizações; analisar, planejar, implantar e coordenar trabalhos; e desenvolver pesquisas mercadológicas. Poderão atuar em comércios, indústrias e empresas prestadoras de serviços em cargos de assistente, analista, consultor e gestor.

Empreender com excelência faz parte do DNA jaraguaense, vide as 941 empresas abertas no primeiro semestre deste ano. Acreditamos que essa e outras formações disponíveis na área comercial poderão agregar ao desenvolvimento econômico da nossa cidade, uma missão intrinsecamente ligada ao nosso dia a dia na Católica SC.