Excesso de comida de verdade. Excesso de comida industrializada. Excesso de frutas. Excesso de exercício físico. Excesso de trabalho. Excesso de reclamação e negativismo.

Quando pensamos em viver mais, o equilíbrio está longe dos excessos e do radicalismo. Coma peixes, ovos, consuma gorduras saudáveis, como oleaginosas, abacate, azeite de oliva, óleo de linhaça, banha de porco, óleo de coco. Consuma frutas, mas evite sucos de frutas. Cuidado com os excessos. Tem comida melhor do que arroz, feijão e ovo?

O mundo está cada dia mais cheio de pessoas neuróticas e desnutridas. Por isso, a minha dica é: coma de tudo um pouco. Isso é saúde, é equilíbrio. Aqui, não estou falando de intolerâncias e quadros de doenças graves, que precisam de uma orientação alimentar diferente. Aqui, estou levantando a bandeira:

Por mais... feirinhas orgânicas, hortas caseiras, alimento de verdade e menos terrorismo nutricional.

Por mais... pessoas conscientes, que se alimentam com arroz, feijão e ovo.

Por mais... observação do que faz bem, entendendo as reações do seu corpo.

Por mais... dias felizes fazendo as refeições em família.

Por um pão de vez em quando, por uma cerveja para quem tiver vontade, por um chocolate ao leite para os chocólatras, por um refrigerante para quem não vive sem.

O que gera doença, obesidade e síndrome metabólica são os excessos. São as escolhas diárias que dizem quem somos e que tipo de saúde teremos. Não adianta cortar tudo, radicalizar com a alimentação e ficar de mal com a vida, tratando mal as pessoas, isolado e triste. Vá descobrindo de forma inteligente como você funciona e o que faz bem.

Sou favorável à construção de hábitos para uma vida. Sabemos que neste caminho, teremos eventos sociais, férias, “jacadas”. Tudo isso faz parte de uma vida normal e equilibrada. A sugestão é: não exagere nem para mais nem para menos. Escolha com mais consciência o que vai nutrir o seu corpo.