As dores que todos nós estamos vivemos trazem também aprendizados que carregaremos para as nossas vidas. Com uma boa dose de resiliência e inteligência emocional, atravessaremos e venceremos esta fase, saindo dela mais amadurecidos e humanos, características naturalmente afloradas pela dificuldade.

Na Católica SC, por exemplo, temos o Equilibre-se, um programa do parceiro Optum, empresa especializada contratada, que contam com equipes específicas para atendimento especializado e confidencial, dando apoio psicológico, jurídico, financeiro e social para colaboradores. Nas próximas semanas, a iniciativa estará à disposição de todos os estudantes, pois o bem-estar emocional é parte do bem-estar acadêmico ou do trabalho.

Estamos todos na mesma página, buscando ferramentas para enfrentar o novo, o desconhecido. Um dos aspectos deste período único na nossa história é a mudança nas relações. Estar distante fisicamente dos demais acaba por aproximar com o nosso "eu". Uma rotina mais domiciliar inevitavelmente nos coloca em contato com questões internas.

Dar atenção para aquela pessoa que te encara todos os dias no espelho é muito importante. É uma tarefa diária, muitas vezes postergada pela correria e que, neste período mais introspectivo, pode ser trabalhada.

Que tal aproveitar este momento para aprender algo novo? Há uma profusão de conhecimento em formato digital à sua espera. Dá para fazer cursos, participar de lives, ler livros e repensar os seus objetivos. Muita gente vai sair desta fase com novas descobertas: um dom até então desconhecido para atividades manuais e para a gastronomia, por exemplo.

Nossa carreira também pode, e deve ser aprimorada. Até mesmo, repensada, se for o caso. Afinal, o tempo de aprender é sempre. Manter a mente ativa não é privilégio dos jovens e pode trazer agradáveis surpresas. Conforme estudo realizado pela Harvard Bussiness Review, em média, os fundadores de startups de sucesso tinham 45 anos quando abriram o negócio.

A pesquisa indicou maior taxa de sucesso entre os empreendedores mais maduros, devido à maior experiência profissional. Os pesquisadores constataram picos nas taxas de crescimentos em termos de capitalização durante a fase de meia-idade. Exemplos disso são os empresários Bill Gates, da Microsoft; Steve Jobs, da Apple; e Jeff Bezos, da Amazon.

Aos 52 anos, Jobs lançou o iPhone, pioneiro no conceito de smartphone e responsável por revolucionar a indústria de telefonia móvel. Foi o primeiro modelo do segmento a ser bem-sucedido no uso da tecnologia touch e na ampliação de funcionalidades.

Foi nesta mesma faixa etária que o farmacêutico alemão Henri Nestlé criou, em 1867, um alimento consumido até hoje, a farinha láctea. O combinado de leite de vaca, farinha de trigo e açúcar foi desenvolvido para o consumo de bebês que não podiam ser amamentados, com o objetivo de combater as então altas taxas de mortalidade infantil. Assim surgia a conhecida logo do Ninho, com os passarinhos. Em 1875, a empresa foi vendida e o alcance, gradualmente, expandido para todos os continentes.

Outro sucesso da indústria alimentícia é a Coca-Cola, um refrigerante tão universal que é consumido por população urbana e até mesmo em tribos. Sua fórmula, inclusive, é um dos segredos mais bem guardados do mundo moderno.

Aos 55 anos, o farmacêutico americano John Pemberton preparou um xarope de extrato e folhas de coca, cafeína e água. A intenção era apenas criar um composto para atenuar desconfortos estomacais, mas o que era para ser apenas um remédio acabou tornando-se a bebida mais popular do mundo.

Falando em popular, você sabia que Roberto Marinho tinha 60 anos quando comprou a TV Paulista? No ano seguinte, o nome foi alterado para o que conhecemos hoje: Rede Globo. Com o tempo, a escolha do nome tornou-se uma realidade na prática. Hoje, a empresa é um dos maiores grupos de mídia do mundo.

Esses são alguns dos muitos exemplos de empreendedores maduros que acreditaram suficientemente nos seus sonhos, a ponto de torná-los realidade. Quem sabe a próxima história de sucesso não possa ser a sua?