Você sabia que uma pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em 27 capitais do País constatou que até 48% dos brasileiros não adotam nenhum método para controlar o próprio orçamento? De qual parte desta fatia você faz parte?

Se administrar recursos ainda não é o seu forte, este texto é para você. Caso ainda não tenha esse hábito, encorajo para que comece, mesmo que de forma simples e tolere os desvios que possam vir a ocorrer no começo. Seja resiliente, mantenha-se neste propósito, pois vai valer a pena, acredite.

Para começo de conversa, não dá para gastar mais do que ganha. O ideal é ter, ao menos, um planejamento de curto prazo, para o mês seguinte. Desta forma, é possível começar o mês planejando onde vai o seu dinheiro. Não basta apenas planejar, é preciso acompanhar de forma sistemática: pelo menos uma vez por semana, verificar onde foram os gastos e o que foi possível realizar e, se necessário, adotar ações corretivas.

Outra estratégia relevante é definir um limite que pode ser assumido com financiamentos. Um bom ponto de partida pode ser limitar a 20% da renda. Quem já possui uma planilha ou um caderno onde estão mapeados todos os seus gastos tem mais autonomia para ajustar esse percentual de acordo com a sua situação.

Fique atento: créditos rotativos do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo, têm as taxas de juros mais altas cobradas no mercado. O ideal é fugir o quanto puder de usar esses recursos. Para quem usa o cartão de crédito, o ideal é estabelecer limites e jamais financiar as dívidas, para evitar o temido efeito de bola de neve.

Em muitos casos, o endividamento é fruto do imprevisto, e a vida é repleta deles. Para estar preparado para enfrenta-los, não abra mão de contar com uma reserva de emergência. Considere como um custo fixo de prestação um valor para ser guardado mensalmente. Se sobrar recursos, guarde também. O ideal é que, quem vive de salário, tenha um valor equivalente a dez meses de remunerações reservado para emergências.

O consumismo e a impulsividade também são dois fortes responsáveis por tirar o sono do brasileiro. Na hora de tomar a decisão pela realização de uma compra ou de um financiamento, não dá para deixar de fazer pesquisas e de fazer as perguntas estratégicas: “cabe no bolso?”, “quais são as taxas reais de juros?” e “isto é um desejo ou uma necessidade?”. Alguns desejos podem ser realizados, pois os prêmios fazem parte da vida, desde que, com consciência e viabilidade.

Para quem já está fazendo isso tudo e quer dar um próximo passo de maturidade no controle financeiro, uma boa ideia é fazer um seguro. No caso de um imóvel, por exemplo, a inadimplência pode leva-lo à leilão. Outra ferramenta fundamental, que deve mantida e utilizada ao longo de toda a vida, é o plano de previdência privada. Sem esquecer, é claro, de optar pela tabela regressiva e de verificar as taxas de administração cobradas pela operadora e a composição da carteira, ou seja, qual percentual está aplicado e em quais tipos de renda.

Em termos de pessoas jurídicas, um cuidado fundamental é o de separar as contas, os bens da empresa e dos sócios. Jamais tirar o dinheiro do negócio para gastos pessoais. A melhor prática é ter uma retirada mensal como se fosse a de um salário. Quem abre um empreendimento precisa ter mente que está assumindo riscos.

Gostou das dicas? Aprendemos muito sobre esse assunto com o professor Jorge Harry Harzer e o time dele, que está à frente de cursos como o de Gestão Financeira. Se você tem sede de saber mais sobre este assunto, esta formação, aliás, pode ser uma boa ideia para aprimorar o seu planejamento pessoal ou de negócio. Ela prepara o aluno para avaliar investimentos, controlar capital de giro e fazer uma gestão eficiente de recursos. Eu recomendo!