Antes mesmo de fazer 20 anos, o jovem é levado a tomar importantes decisões que irão impactar o restante da sua vida: onde e o que estudar para ter uma carreira bem-sucedida. A área de educação tem um número considerável de opções e, em todas, critérios bem relevantes. Um deles sobre o qual quero falar hoje é a importância da estrutura de laboratórios da instituição de ensino superior e como ela impacta na qualidade do conteúdo que é oferecido aos acadêmicos.

Há várias formas de se aprender: ouvir, o método tradicional de ensino; com tentativa e erro, como a criança aprende a andar; por repetição, a exemplo dos treinamentos esportivos; e na experimentação, ao colocar conceitos à prova e consolidar os conhecimentos.

No ensino superior, o processo de experimentação permite o aprendizado em outra dimensão, no que chamamos de long life learning, ou aprendizado de longa duração ou para a vida toda, pois permite unir a teoria vista em sala de aula com o conhecimento prático, testando conceitos e hipóteses fortalecendo a formação do conhecimento.

Desta forma, a qualidade e quantidade de conhecimento retido pelo aluno aumentam substancialmente, além disto, as aulas ficam mais atrativas e aumenta o comprometimento do acadêmico com os estudos.

A estrutura dos laboratórios impacta na qualidade de ensino ao passo que o acadêmico participa ativamente de atividades práticas para a apreensão dos conceitos referentes às disciplinas em vez de serem passivos apenas escutando o que os professores têm a dizer.

São aulas que auxiliam no desenvolvimento de soft skills como resiliência, trabalho em equipe, planejamento, lidar com regras, autoconfiança, compreensão e investigação de problemas. Potencializam a capacidade de estabelecer relações lógicas entre causa e efeito, pensar de forma criativa, colaborar para resolução de conflitos, controle de emoções, aprender com o erro e ser tolerante e flexível.

No laboratório, é possível simular casos práticos e, por se tratar de uma ambiente de aprendizagem, o aluno se sente mais confiante e confortável. Errar, tentar fazer diferente e ousar faz parte do processo de aprendizagem e eles sabem que não serão julgados por isto. Nesses momentos os alunos têm a oportunidade de simular a realidade das empresas, o que amplia as chances de acertos na vida profissional.

Na Católica SC contamos com uma completa infraestrutura para atender às necessidades de ensino, da pesquisa e da extensão. Temos política de pesquisa, iniciação científica e inovação tecnológica para fomentar uma cultura de pesquisa. Trabalhamos na divulgação dos resultados dos projetos de iniciação científica desenvolvidos e estabelecemos sistemáticas de acompanhamento e avaliação das pesquisas, considerando sempre critérios de qualidade e relevância científica e social.

Contamos com recursos físicos e humanos e equipamentos adequados a vários níveis e áreas de pesquisa. Nossas unidades possuem laboratórios específicos às necessidades dos cursos que são oferecidos, com equipamentos adequados e de acordo com as normas de segurança vigentes.

Temos, inclusive, alguns trabalhos de pesquisa que já viraram artigos científicos. A partir das pesquisas de TCC, acadêmicos já realizaram apresentações em congressos e outros estão buscando o registro do produto desenvolvido junto ao IPI para a sua comercialização. A Dreik, por exemplo, nasceu de pesquisas realizadas nos laboratórios.

Tudo isso se reverte em empregabilidade. A pesquisa é um grande diferencial na hora de obter o primeiro emprego. O aluno sai na frente, pois já possui o diferencial de ter uma vivência prática antes da formatura, além de muitas características voltadas a softskills já desenvolvidas