Foto Arquivo Pexels
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Existem inúmeros conceitos e definições para a categoria dos alimentos funcionais. De uma forma geral, são aqueles que, além de suas propriedades nutricionais básicas, têm capacidade de produzir efeitos benéficos à saúde, contribuindo para o bem-estar e/ou redução do risco de doenças.

E para que você possa se beneficiar, é preciso consumir os alimentos funcionais de maneira regular, ou seja, incluindo frutas, verduras, legumes e cereais integrais, preferencialmente orgânicos (isentos de agrotóxicos), na sua alimentação diária. Isso porque grande parte dos componentes bioativos estão presentes nesses alimentos.

Prevenção de doenças

Além disso, devemos ter em mente que eles só funcionam quando combinados com uma dieta equilibrada e balanceada, e ainda aliados à prática de exercícios físicos. Também é importante lembrar que eles não curam doenças, mas podem ser inseridos diariamente nos hábitos alimentares, ajudando o organismo a se fortalecer e preveni-las.

Os padrões alimentares com alto consumo de produtos ricos em gorduras e açúcares aumentam os riscos das doenças cardiovasculares, por exemplo. Por conta disso, a adoção de hábitos mais saudáveis – com maior ingestão de frutas vermelhas, grãos integrais, peixes e vegetais – facilita a entrada dos alimentos funcionais, integrados a uma alimentação variada e consumidos de maneira correta.

O melhor é manter uma alimentação com muitas cores e sabores, incluindo alimentos de todos os grupos, para que juntos possam contribuir com suas funcionalidades específicas, auxiliando no fortalecimento do organismo, na prevenção de doenças e, caso elas ocorram, o corpo estará preparado para reagir de maneira mais eficaz.

Exemplos de alimentos funcionais

Os probióticos e prebióticos, por exemplo, são considerados alimentos funcionais pelo seu efeito na regulação do trânsito intestinal. Podemos citar também os compostos bioativos presentes nas frutas vermelhas (antocianinas); no vinho tinto, chá verde e cacau (catequinas); nas frutas amarelas e alaranjadas (carotenoides); nas sementes e grãos integrais (fitoesterois); na soja (isoflavonas); nos peixes e óleos vegetais (ômega-3); no azeite de oliva, abacate e castanhas (ômega-9); e em algumas frutas, verduras e legumes (flavonoides).

Há também outros nutrientes e compostos investigados pela ciência que podem apresentar efeitos anti-inflamatórios, atividade antioxidante e anticancerígena, e redução das frações lipídicas plasmáticas (colesterol total, LDL-c).

Combinação dos produtos e ambiente envolvido

A alimentação é essencial para a saúde e o bem-estar. E como ponto-chave deste artigo, quero que os leitores tenham a consciência da importância em consumir o alimento como um todo, e não apenas focar na ingestão de um nutriente isolado.

Isso porque uma “alimentação funcional” envolve muito mais do que o simples ato de comer, ela abrange todo o ambiente envolvido, como os alimentos são combinados entre si, o modo de preparo, a interação entre os nutrientes, o local da refeição e a influência cultural e social das práticas alimentares.

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