Você já ouviu falar de Dirofilariose? Mais conhecida como a doença do verme do coração, é uma zoonose que pode levar os cães à morte. Em locais como no estado do Rio de Janeiro onde a doença é endêmica, estima-se que mais da metade dos cães (domésticos e de rua) esteja infectada com o “verme do coração”. Em Santa Catarina não existem dados oficiais recentes. No entanto, foi identificado um aumento de casos da doença recentemente, por isso, para uma tutela responsável, é importante que os tutores tenham mais informações sobre o que é, como ocorre a transmissão e o mais importante, como podemos preveni-la.

Como ocorre a transmissão?

A Dirofilariose é transmitida pela picada de um mosquito infectado, inclusive o Aedes aegypti, o também transmissor da Dengue, Zica e Chikungunya. Após a picada, as larvas são transferidas para o tecido muscular e alcançam a corrente sanguínea, por onde serão carregadas até o pulmão e depois coração.

A doença pode ficar silenciosa, e os animais não apresentarem os sinais clínicos por aproximadamente 7 meses. Os vermes adultos podem chegar de 25 até 30 centímetros de comprimento.

Como diagnosticamos a doença?

O primeiro passo para o diagnóstico é um teste rápido que utiliza uma amostra de sangue do paciente. Caso esse teste tenha o resultado positivo outros exames são recomendados.

Qual a prevenção da dirofilariose?

A boa notícia é que a Dirofilariose pode ser evitada. Em uma consulta, um médico veterinário pode orientar sobre a doença e fazer a prevenção com a medicação ProHeart que é o método mais indicado.

Também é indicado que os filhotes iniciem a prevenção a partir de 6 meses de vida, e após esse período, uma dose por ano para manter seu pet protegido.

Leve seu pet ao médico veterinário regularmente e informe-se sobre a prevenção da Dirofilariose. Se precisar de ajuda, conte conosco.

Marina Pértile | Médica Veterinária | CRMV 11259/SC