ALFARRÁBIOS

Compulsando-os para buscar anotações políticas (já que estamos na reta final da campanha eleitoral de 2022), a maioria dos candidatos aos cargos do Executivo estadual (os de sempre ou novos), salvo muito me engano, mudaram apenas as fotografias.
Se os problemas são insolúveis, a grande maioria do eleitorado não sabe.
O que se vê numa pesquisa de velhos santinhos e propostas de governo, simplesmente é mais do mesmo!
Há uma aldrabice repetida, incansavelmente:
- Ah! Vamos trabalhar para gerar mais empregos...
Quem disse que o Estado gera empregos?
O empresariado que aposta, investe, acredita (se não for atrapalhado pelo Estado e seus entraves burocráticos) é que são os geradores de emprego.
O Estado, no máximo, arrecada impostos e não são poucos!

E OS CANDIDATOS LEGISLATIVOS?

Também não se cansam de provocar a “famosa vergonha alheia” (em muitos momentos) quando falam que vão trabalhar na “geração de empregos, esporte, segurança, saúde e habitação”.
Todos os promitentes precisam saber definir o que se chama função precípua, ou seja, o que é de competência de cada um.
Um deputado, no máximo, é um vereador num degrau acima e poderá pedir via indicação, sugerir e nas famosas emendas parlamentares, destinar recursos para algo já existente.

PESQUISAS PARA CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAL

Sem desestimular e nem tirar a expectação dos pretendentes, também sem fugir da realidade, a aceitação do eleitorado não anda lá essas coisas.
Acontece que o cidadão e a cidadã, eleitores que são, resolveram “olhar mais para alguns nomes”.
O “olhar mais” não é com a intenção de voto, mas para ver a vida pregressa do postulante.
Alguns já passaram pela vida política e outros estão nela com atuações decepcionantes, frustrantes e podem ser classificados como verdadeiros estelionatos eleitorais.
Assim sendo, a consagração no sufrágio, ser eleito, está muito distante.
Quero recordar aos desavisados: a internet está aí.
Melhor: aqui em Santa Catarina, o número de telefone celular por residência já maior que o número de televisores.
Mais: um celular permite o acesso à informação em qualquer horário e lugar.

FINDAVA A DÉCADA DE 90

Jaraguá do Sul possuía três Deputados Estaduais:

  1. Ivo Konell – Eleito Deputado Estadual à Assembleia Legislativa de Santa Catarina pelo PMDB, com 17.194 votos, para a composição da 13ª Legislatura (1995-1999)
  2. Geraldo Werninghaus - Eleito Deputado Estadual à Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com 20.752 votos, pela União por Santa Catarina (PPR, PTB, PSC, PL, PFL), tomou posse à 13ª Legislatura (1995-1999)
  3. Udo Wagner Reeleito Deputado Estadual à Assembleia catarinense, pelo Partido Progressista Reformador (PPR), 20.891 votos, tomou posse e exerceu mandato à 13ª Legislatura (1995-1999).

Quais as chances de repetirmos a mesma performance em 2022?
Muitas coisas mudaram, principalmente, o número de votos necessários para uma cadeira na AL catarinense.