Hoje, 7 de setembro, celebramos uma das datas mais importantes da história brasileira. Há exatos 200 anos, D. Pedro I, proferia o suposto grito da independência, rompendo os laços coloniais de Portugal, às margens do Rio Ipiranga, na atual cidade de São Paulo. Há dois séculos o povo brasileiro bradava por independência e conquistava sua soberania enquanto nação.

Entretanto, a liberdade nacional, em sua essência, é algo ainda a ser conquistado. Embora a independência seja uma realidade fática, a digna liberdade ainda segue sendo uma aspiração do povo.

Se há 200 anos nos livrávamos da submissão para Portugal, hoje buscamos nos livrar dos grilhões da desigualdade, da violência, da voracidade tributária, das insuficiências de saúde, educação e segurança.

O dia de hoje é digno de ser celebrado por todos os patriotas, pois significativas foram as conquistas ao longo da história. Mas, nesse mesmo dia, também se faz oportuna uma reflexão sobre o conceito de nação e futuro que almejamos.

Não há nação sem que haja unidade social, assim como, não há pátria sem que haja patriotismo. Atualmente, esses valores parecem invertidos. O sentido repousa agora no ‘dia da pátria’, por tratar-se de um feriado.

A ‘Pátria’, em si, já não faz tanto sentido. Certamente por haver confusão entre Brasil e ideologias político partidárias, além de se ignorar que Pátria é perene e governos são transitórios. Por isso, construir um Brasil do futuro ancorado num Estado Democrático de Direito, está nas mãos de cada cidadão.

Que a autêntica liberdade possa raiar no horizonte do Brasil, para o bem dessa brava gente brasileira.