De forma geral, envelhecer no Brasil ainda significa conviver com uma realidade que tolhe a dignidade humana. O país não está devidamente preparado para garantir qualidade e atenção à população idosa. E os motivos são os mais diversos, sobretudo, de ordem cultural.

Notadamente, nos países orientais a velhice é sinônimo de sabedoria e experiência, por isso, são protegidos, respeitados e valorizados. Já, no ocidente, o idoso ainda é sinônimo de empecilho, fardo, incapacidade e decadência. É preciso despertar para o fato de que a população mundial está envelhecendo.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), dão conta de que em 2025, o planeta já abrigará mais idosos do que crianças. Ressaltamos que, no Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse processo é ainda mais acelerado. O número de brasileiros idosos, com idade igual ou superior a 60 anos, era de 2,6 milhões em 1950.

Passou para 30 milhões em 2020, e deverá ficar próximo dos 44 milhões em 2025. Em termos relativos nossa população idosa representava 4,9% do total de habitantes de 1950. Passou para 14% em 2020 e deverá atingir o percentual de 20% em 2025.

Um fenômeno que requer atenção e ação por parte do Estado. Políticas públicas de prevenção, segurança, investimentos em programas de promoção da saúde e qualidade de vida, ainda são escassas. Todavia, na contramão dessa indigna realidade, há sociedades mais sensíveis e desenvolvidas.

Sob essa perspectiva, Jaraguá do Sul é uma referência e equipara-se a países de primeiro mundo. O poder público do município, por meio de pesquisa, está buscando conhecer o perfil dos idosos aqui residentes.

Este diagnóstico será extremamente importante no sentido de orientar políticas públicas capazes de melhorar ainda mais a qualidade de vida já existente, assegurando a essas pessoas, continuidade ativa, ou seja, possibilitando que a mente, o corpo e as relações sociais sigam em atividades.