Envelhecer deveria ser uma experiência digna e prazerosa para todo o ser humano. No entanto, isso não é um privilégio da maioria. Uma das características peculiares de sociedades evoluídas, é o cuidado que tem com os idosos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a Suíça é o melhor lugar do mundo para quem tem mais de 60 anos. Em seguida vem a Noruega, Suécia, Alemanha e Canadá. Já, os piores lugares ficam por conta de Moçambique, Malawi e Afeganistão. E onde fica o Brasil nesse ranking?

Pesquisas dão conta de que Venezuela, Paraguai e Brasil estão entre os piores países da América Latina para se envelhecer. Por aqui, estudos do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constataram que sete em cada dez brasileiros com mais de 50 anos, possuem alguma doença crônica.

Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em termos relativos, nossa população idosa que representava 4,9% do total de habitantes em 1950, passou para 14% em 2020 e deverá atingir o percentual de 20% em 2025.

Em âmbito nacional, ainda não priorizamos políticas de prevenção, segurança e investimentos em programas de promoção da saúde e qualidade de vida do idoso. Além disso, é preciso desconstruir estereótipos negativos relacionados à velhice, como se o idoso fosse um fardo, um empecilho. Ele contribui de muitas formas com a sociedade, notadamente, com sua experiência.

Entretanto, na contramão dessa realidade, há ilhas de excelência. Exemplos concretos são testemunhados aqui mesmo em Jaraguá do Sul, por meio dos organizados e ativos clubes de idosos, regidos pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, que está retomando, gradativamente, as atividades do Centro de Convivência, em conformidade com os protocolos de segurança, e sabedores de que envelhecer com dignidade é um direito.