Foto Divulgação/Andreia Chiavini
Foto Divulgação/Andreia Chiavini

Quando eu era criança, olhava para meus avós e os considerava muito velhos. Os cabelos estavam ficando brancos, e sendo pais dos meus pais me pareciam tão frágeis e centenários. Viviam na zona rural, trabalho árduo e braçal.

Os seus exercícios eram da capinagem à colheita, suas longas caminhadas eram subindo morros por estradas de terra, levando nas costas ferramentas pesadas e guiando os bois, que puxavam uma carroça com rodas pesadas de madeira.

Seus semblantes cansados e pele enrugada por passar horas no sol, apesar de um convívio mais próximo das atividades com a terra, os envelheciam mais do que realmente eram.

Minha percepção naquela época, era que em breve eu não os veria mais. Eu os colocava como carta fora do baralho e o papel que exerciam na família era exclusivamente de avós. Pelo menos 30 anos se passaram, e hoje esta visão está tão diferente que me pergunto quantos anos eles tinham na época. Acredito que era a mesma idade que tenho hoje.

Os idosos de antigamente e os idosos dos dias atuais não são mais os mesmos. Os idosos hoje vivem mais, se interessam mais e buscam mais. Os avanços tecnológicos, avanços na medicina, aumento dos profissionais e modalidades da saúde, e as conveniências comerciais são alguns fatores que colaboram para o aumento da longevidade.

Os acessos à atividade física e os exercícios também mudaram. Os profissionais que se atualizam e entendem as necessidades individuais do idoso e que a longevidade aumentou, conseguem trabalhar movimentos mais específicos para as condições físicas.

Percebo diariamente nos meus estúdios de Pilates a melhora dos movimentos, da agilidade e da qualidade de vida. Eles não são mais os mesmos, nos surpreendem com a preocupação e com a procura de se manterem ativos e saudáveis.

Quando olhava para os meus avós naquela época, jamais imaginaria que eles pudessem fazer um exercício de Pilates, para mim eles eram inativos, sedentários. Hoje, os idosos mostram que são independentes e capazes.

Olhar para eles com restrição é um erro. Podemos viver a vida sem medos e limitações. Basta acompanharmos a evolução e permitirmos nos movimentar sem comodismo.

Estamos ainda aprendendo a entender os novos idosos e a envelhecer, isso é fato, mas este aprendizado deve ser um processo natural na nossa vida.

O processo de envelhecimento deve ser digno e com um pensamento mais avançado para permitir que os idosos vivam com qualidade de vida e de forma ativa. Incluídos na sociedade, sem se tornar um “peso” familiar, com novos relacionamentos e aproveitando as oportunidades da vida moderna.

É necessário projetar um novo olhar para a velhice, e se preparar para este momento que, nos desejos da vida, onde todos queremos chegar. Se começarmos a tomar consciência hoje de que este dia, felizmente, irá chegar, poderemos escolher como estaremos daqui há alguns anos.

Ser idoso não é chegar no fim, é a continuidade de uma história. Entender o envelhecimento é entender o próprio futuro com respeito.

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