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Homem perde mais de R$ 120 mil em golpe e caso leva polícia a esquema interestadual de fraudes contra idosos, aposentados e pensionistas

Foto: PCSC/Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

26/08/2026 - 15:08 - Atualizada em: 26/08/2026 - 15:26

Um golpe aplicado contra um idoso em Joinville acabou revelando uma suposta organização criminosa especializada em fraudes contra idosos, aposentados e pensionistas. A vítima teve um prejuízo superior a R$ 120 mil após ser abordada por integrantes do grupo.

Na manhã desta quarta-feira (26), a Polícia Civil deflagrou a operação “Checklist” para desarticular a associação criminosa investigada. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes pontos do país. Em Santa Catarina, as ações ocorreram em Joinville e Criciúma. Também houve diligências nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais.

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Criminosos se aproximavam das vítimas com falsas propostas

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam abordagens aparentemente inofensivas para conseguir acesso a dados pessoais de pessoas idosas. Uma das estratégias consistia em se apresentar como representantes de iniciativas sociais, oferecendo, por exemplo, supostos cadastros para recebimento de cestas básicas ou participação em projetos destinados à população.

Durante o contato, os criminosos obtinham informações dos documentos das vítimas e também faziam a captura da biometria facial. Os dados coletados eram posteriormente utilizados, segundo a polícia, para abrir contas bancárias fraudulentas e contratar empréstimos consignados e outros serviços financeiros sem autorização dos titulares.

Ordens judiciais foram cumpridas em diferentes pontos do país | Foto: PCSC/Divulgação

Vítima foi abordada no Centro de Joinville

Um dos casos que contribuíram para a investigação ocorreu no Centro de Joinville. Segundo a Polícia Civil, uma integrante do grupo abordou um idoso fingindo atuar em uma ação social. Durante o contato, ela conseguiu fotografar os documentos da vítima e coletar sua biometria facial.

Com essas informações em mãos, os integrantes da associação criminosa teriam realizado uma portabilidade indevida do benefício previdenciário do idoso e contratado diversos empréstimos consignados em seu nome. O prejuízo provocado à vítima ultrapassou R$ 124 mil.

Dinheiro era distribuído entre diferentes contas

Além da obtenção fraudulenta dos dados e da contratação de produtos financeiros, a investigação identificou uma estratégia utilizada pelo grupo para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Segundo a Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE), do Departamento de Investigações Criminais de Joinville (DIC), os integrantes atuavam de maneira coordenada e, depois de obter os valores, distribuíam o dinheiro entre diferentes contas bancárias.

A prática, conhecida como pulverização do capital ilícito, teria como objetivo esconder a origem dos recursos e dificultar o acompanhamento das movimentações financeiras.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que as apurações apontaram para uma atuação organizada entre os investigados, com divisão de tarefas e utilização de contas de passagem para movimentar os valores obtidos com as fraudes.

Diligências também alcançaram os estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais | Foto: PCSC/Divulgação

Operação foi realizada em três estados

A operação “Checklist” mobilizou equipes em diferentes regiões do país devido ao caráter interestadual das investigações.

Em Santa Catarina, policiais civis atuaram principalmente em Joinville, onde o caso foi investigado, e também contaram com apoio de equipes de Criciúma. No município do sul catarinense, os policiais participaram do cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

As diligências também alcançaram os estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, onde foram cumpridas outras medidas determinadas no âmbito da investigação.

A operação tem como objetivo reunir novas provas, identificar a participação individual dos investigados e interromper a atuação do grupo suspeito de aplicar fraudes financeiras contra pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.