O Juventus começou oficialmente um novo capítulo na Série B do Campeonato Catarinense. Apresentado nesta terça-feira (19), o técnico Valmir Israel já iniciou os trabalhos no comando do Moleque Travesso com uma missão clara: recolocar o clube no caminho das vitórias e afastar o fantasma da zona de rebaixamento.
A estreia será no domingo (24), diante do Hercílio Luz, na Arena TopSun, pela sexta rodada da competição, e o treinador de 50 anos chega motivado após viver um dos melhores momentos da carreira. Há pouco mais de uma semana, levantou o troféu da Série A4 do Campeonato Paulista com a Penapolense e agora tenta repetir o sucesso em Jaraguá do Sul.
“Sei da situação complicada e venho com autoestima elevada por uma conquista de título, mas trabalhando com os pés no chão e tentando trazer a metodologia que deu certo em São Paulo para atingir nossos objetivos”, afirmou ao OCP.
Com discurso firme e confiante, Valmir destacou que pretende implementar rapidamente sua filosofia de jogo, mas respeitando o trabalho já desenvolvido anteriormente no elenco juventino.
“Vou trazer estratégias que adotei e tive sucesso em São Paulo. Entre altos e baixos, tivemos mudanças de rota que funcionaram e espero trazer isso também. O Juventus tem um elenco montado por um treinador experiente e vamos tentar ajustar, adequar com as minhas ideias para que os atletas tenham maturidade nessa troca para novas expectativas de oportunidades”, explicou.
Desafio aceito e estilo de jogo
Natural de Joinville, o treinador conhece bem o futebol catarinense. No currículo, acumula passagens por clubes como Fluminense, Metropolitano, Hercílio Luz e Caravaggio. Segundo ele, a identificação histórica com o Juventus também pesou na decisão de aceitar o desafio.
“Desde que larguei o futebol profissional, acompanhei o JEC e o Juventus sempre enfrentou muito bem, então sempre tive essa admiração pela instituição. Também fiz vários jogos contra quando trabalhei no Fluminense e sempre foram duelos difíceis. Isso me inspirou a vir para o Juventus, mas principalmente pelo desafio”, destacou.
Dentro de campo, quer um time agressivo, competitivo e protagonista. “Gosto de uma equipe que propõe o jogo, marca forte e que entenda os momentos de cada partida e seus adversários, além de um time extremamente competitivo que vai lutar do início ao fim, independente do resultado”, ressaltou.
Elenco, reforços e pressão
O novo treinador também chega respaldado pelo conhecimento prévio do elenco. Ele já trabalhou com o lateral-esquerdo Raphael Pereira e com o meia Pajé, além de acompanhar outros atletas ao longo da carreira.
“Só dois jogadores atuaram comigo, mas os demais tenho conhecimento, porque temos um bom banco de dados e vamos tentar extrair algo a mais deles para que a gente consiga mudar a rota e começar um caminho de vitórias”, comentou.
Sobre possíveis reforços, Valmir pregou cautela. Segundo ele, o primeiro passo será avaliar o grupo atual antes de buscar novas peças no mercado.
“O presidente deixou muito claro sobre a questão de investimento baixo e a recuperação judicial, mas está conseguindo suprir todas as despesas do clube. Com salário em dia, não tem por que não desenvolver seu melhor trabalho”, disse.
“Vou sentar com o presidente, conversar e primeiro vamos analisar o elenco que temos em mãos, com tranquilidade. Hoje tem bastante jogadores disponíveis no mercado. Então vamos analisar nosso elenco e depois observar se precisamos trazer mais reforços”, completou.
Mais do que mudanças táticas, o técnico acredita que o principal trabalho neste momento é recuperar a confiança do elenco. Atualmente, o Juventus ocupa a nona colocação da Série B, com os mesmos quatro pontos do Guarani, equipe que abre a zona de rebaixamento.
“Você tendo oportunidade não pode faltar motivação. Muitos atletas queriam estar no lugar deles e estão nesse momento fora do mercado de trabalho. Eles estão em um clube como o Juventus, que tem uma camisa de peso e precisam saber disso. Vamos conversar e tentar ajudar da melhor maneira possível. Óbvio que é difícil quando os resultados não vêm, mas ainda temos 13 jogos pela frente, com totais condições de reverter isso”, finalizou.
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