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Deputada Paulinha questiona sequência de feminicídios em SC e cobra mudanças: “Onde estamos errando?”

Divulgação/Alesc

Por: Pedro Leal

20/04/2026 - 20:04 - Atualizada em: 20/04/2026 - 20:48

Em nota enviada nesta segunda-feira (20) à imprensa, a deputada estadual Paulinha (Podemos) questiona sequência de feminicídios em poucos dias em SC e cobra mudanças: “Onde estamos errando?”

Cinco mulheres mortas em um único fim de semana. Cinco histórias interrompidas pela violência. Quatro famílias destroçadas. Esses números não podem ser tratados como estatística, e cada uma delas nos obriga a fazer a pergunta que não podemos evitar: onde estamos errando?, questiona a parlamentar.

Seus nomes precisam ser lembrados: Jadna Custódia Ferreira Vieira, professora de 55 anos, de Araranguá; Érika Zanaro Borges e Tatiane Rebelatto Zanaro, de Passos Maia; Bárbara Silveira Bage, de Balneário Rincão; e Karen Magalhães, de Alfredo Wagner. Mulheres assassinadas dentro de suas próprias casas, muitas vezes por homens que deveriam protegê-las.

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A Lei Maria da Penha existe há quase 20 anos. Temos delegacias especializadas, botão do pânico, medidas protetivas. E ainda assim, o ciclo de mortes não para.

Diante disso, a deputada informou que apresentou na Alesc um novo Projeto de Lei que estabelece um protocolo mais rigoroso de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. O objetivo é garantir a aplicação efetiva das medidas protetivas, o acompanhamento dos agressores e, principalmente, a priorização dos casos de maior risco.

A parlamentar também destacou a necessidade de mudanças estruturais na forma como a sociedade educa meninos e meninas. Segundo ela, é preciso reconhecer que ainda vivemos sob padrões machistas que contribuem para a perpetuação da violência.

“Quando cinco mulheres são assassinadas, não se trata de tragédia isolada, mas de mortes sistêmicas. Quantas tinham medida protetiva? Quantas já haviam registrado boletim de ocorrência? O sistema falhou com elas e precisamos corrigir a rota com urgência”, concluiu.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).