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Emílio Carlos Jourdan e o início da história de Jaraguá do Sul

Foto: Arquivo OCP News

Por: Maria Luiza Venturelli

14/04/2015 - 18:04 - Atualizada em: 14/04/2026 - 18:25

25 de julho de 1876 é uma das datas mais simbólicas da história de Jaraguá do Sul. Foi nesse dia que Emílio Carlos Jourdan chegou de barco pelo rio Itapocu às terras que batizou de Colônia Jaraguá, marco reconhecido como o início do povoamento que daria origem ao município.

Mais de um século depois, o nome de Jourdan segue diretamente ligado à fundação da cidade e ao processo de desenvolvimento de toda a região.

Da Bélgica ao Brasil

Foto: Arquivo OCP News

Nascido em 1835, em Namur, na Bélgica, Emílio Carlos Jourdan chegou ao Brasil ainda jovem, aos 25 anos. Em um país novo e em formação, construiu uma trajetória marcada pela atuação militar, técnica e empreendedora.

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Naturalizado brasileiro, decidiu integrar o Corpo de Engenheiros Militares durante a Guerra do Paraguai, considerado o maior conflito da história da América Latina. Como engenheiro militar, permaneceu por cinco anos no front, período em que recebeu honrarias por bravura e registrou suas experiências em um memorial detalhado, posteriormente transformado em livros.

Após a guerra, Jourdan seguiu novos caminhos. Em 1874, chegou a Santa Catarina e passou a explorar áreas do interior do estado. Foi nesse período que se encantou pelo Norte catarinense e visualizou o potencial econômico e estratégico da região.

Dois anos depois, em 1876, arrendou terras pertencentes à Princesa Isabel e iniciou o projeto de colonização que resultaria na Colônia Jaraguá.

O início da Colônia Jaraguá

Ao desembarcar às margens do rio Itapocu, Jourdan deu início a uma nova etapa da história local. Na região, construiu o primeiro rancho, implantou o engenho e abriu a estrada que, futuramente, serviria de base para o crescimento urbano da cidade.

Em pouco tempo, dezenas de famílias passaram a viver na localidade, formando os primeiros núcleos populacionais que impulsionaram o desenvolvimento econômico e social da colônia.

Além das estruturas iniciais, Jourdan também ficou associado a obras de infraestrutura, navegação fluvial e iniciativas voltadas ao progresso da comunidade.

Ele trouxe consigo 66 trabalhadores, entre brancos e negros, que participaram diretamente da construção da colônia.

Entre eles estava Maria Umbelina, que chegou jovem à região e formou sua vida no local. Ela foi mãe do historiador Emilio da Silva e avó de Eggon da Silva, um dos fundadores da WEG, conectando gerações importantes da história jaraguaense.

Maria Umbelina da Silva. Foto: Arquivo OCP News

Legado para Jaraguá do Sul

Foto: Arquivo OCP News

Mais do que empreender ou enriquecer, Emilio Carlos Jourdan é lembrado pelo propósito de contribuir com o Brasil e com a formação de uma nova comunidade.

Seu legado permanece na própria origem de Jaraguá do Sul, cidade que cresceu sustentada pelo trabalho, diversidade cultural e força de diferentes povos que ajudaram a moldar sua identidade.

 

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Maria Luiza Venturelli

Jornalista formada pela Faculdade IELUSC, especializada em conteúdo publicitário, cultura e entretenimento.