Depondo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou, nesta quarta-feira (18), que Daniel Vorcaro – fundador do Banco Master – seria um “pau mandado” de um nome oculto da empresa.
Ele citou Nelson Tanure como sendo uma das “cabeças” do Master. “O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia […] O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara [do banco], para fazer as conexões políticas”, declarou.
As informações são do portal Metrópoles.
Tanure é conhecido como “devorador de empresas” por conta da atuação em companhias à beira do colapso financeiro, e foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, que também teve como alvo o dono do Master.
Ele é conhecido no mercado por direcionar investimentos para empresas com ativos desvalorizados, adquirindo participações a preços inferiores ao potencial; em seguida, costuma defender reestruturações profundas e pressionar por mudanças significativas na gestão.
Este padrão foi registrado nos casos da Oi, da Telemar, da Gafisa e dos veículos Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil. Recentemente, investiu na gestão do Grupo Pão de Açúcar (GPA).
Manifestação da Procuradoria da República de São Paulo de 6 de janeiro, antes da operação Compliance Zero ser deflagrada, caracteriza o investidor como “sócio oculto do Master”, além de destinatário de operações de fundos suspeitos.
“Quanto a Nelson Tanure, a autoridade policial salientou que ele é apontado como o beneficiário final da Lormont Participações S.A., cujas CCBs de R$ 73,7 milhões concentraram 97% da carteira do FIDC Maranta em operação entre partes relacionadas, é também assentado como sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”, diz o trecho.