Moradores de Jaraguá do Sul foram surpreendidos com a aparição de um bugio-ruivo, também conhecido como bugio-vermelho, por volta do meio-dia do último domingo (15). O macaco da espécie Alouatta guariba clamitans foi avistado em cima da cerca de uma residência, localizada na Rua Expedicionário Henrique Jacobi, no terceiro trecho da Via Verde, no bairro Ilha da Figueira. Os Bombeiros Voluntários foram chamados, mas o animal acabou fugindo.
O biólogo da Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente (Fujama), Gilberto Duwe, o Giba, informou que não se sabe para onde ele foi, mas é provável que tenha voltado para a mata. De acordo com o profissional, essa era uma espécie muito comum de ser vista e ouvida na região, mas depois da febre amarela eles praticamente desapareceram.
“Em Jaraguá do Sul, dentro da área urbana, que eu tenha conhecimento, desde 2020 não aparecia um animal desta espécie. Nas áreas de mata, no interior, já foram avistados, mas em um número muito reduzido. Antes de 2020, para você ter uma ideia, tinha ruas que eu passava e avistava ou ouvia mais de cinco ou seis bandos. O que antes se via todos os dias, agora se vê duas ou três vezes por ano”, relata o biólogo.
“Antes da febre amarela a gente resgatava muitos bugios machos dentro de áreas bem urbanas. Os bugios vivem em bandos e eventualmente os machos brigam por território, fêmeas e disputas de comando. Os machos que perdem, muitas vezes são expulsos e acabam vagando sozinhos, onde, em alguns casos, acabam entrando em áreas urbanas”, explica.
O bugio é uma espécie nativa da Mata Atlântica e se alimenta de frutas, folhas e pequenos animais. “É muito conhecido pelos moradores mais antigos como ‘mono’. Provavelmente, a presença desses animais é que deu origem ao nome do bairro ‘Tifa dos Monos'”, conta Giba.
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