O mercado brasileiro começou 2026 em ritmo acelerado. O Ibovespa, principal índice da B3, já renovou suas máximas históricas 10 vezes apenas neste início de ano. No último dia 9 de fevereiro, o índice fechou aos 186.241 pontos — a primeira vez acima dos 186 mil pontos.
Para efeito de comparação, ao longo de todo o ano de 2025 o Ibovespa bateu recorde em 32 oportunidades. Ou seja: em menos de um mês e meio, 2026 já concentra quase um terço de todas as máximas registradas no ano passado.
O movimento chama atenção não apenas pelo nível atingido, mas pela frequência dos recordes. Esse padrão costuma indicar algo mais estrutural do que um simples rali pontual. Desde o último recorde de 2025, registrado em 4 de dezembro aos 164.455 pontos, o índice avançou mais de 21 mil pontos.
Em 2025, o Ibovespa já havia acumulado alta de 34%. Agora, o início consistente de 2026 reforça a percepção de reprecificação dos ativos brasileiros, sustentada por fluxo de capital, revisão de projeções e melhora na percepção de risco.
Algumas instituições já revisaram suas estimativas para o índice. A XP Investimentos elevou sua projeção para 190 mil pontos, enquanto a Eleven Financial ajustou para 195 mil pontos.
Mas cabe uma reflexão importante: recordes sucessivos não eliminam a volatilidade. Momentos de máxima histórica exigem estratégia, diversificação e, principalmente, visão de longo prazo. O investidor que se guia apenas pelo entusiasmo pode assumir riscos desnecessários.
Mais do que acompanhar manchetes, é fundamental entender o cenário macroeconômico, os fundamentos das empresas e o alinhamento da carteira aos objetivos pessoais.
Recordes são relevantes. Mas o planejamento é indispensável.
Por Manchester Investimentos