Assim como acontece com os humanos, o envelhecimento traz mudanças naturais no organismo dos pets. A partir dos 7 anos de idade — e, em algumas raças, até antes — cães e gatos entram na fase madura, que exige atenção especial para garantir qualidade de vida, conforto e bem-estar.
Uma das principais mudanças está no metabolismo. Pets idosos tendem a gastar menos energia e podem ganhar peso com facilidade, o que sobrecarrega articulações, coluna e órgãos internos. Por isso, a alimentação precisa ser ajustada, sempre com orientação veterinária, priorizando proteínas de qualidade, controle calórico e nutrientes que auxiliem na manutenção da massa muscular.
As articulações merecem cuidado redobrado nessa fase da vida. Dificuldade para subir escadas, levantar após longos períodos de descanso, menor disposição para passeios ou mudanças sutis na forma de caminhar podem indicar dor crônica ou artrose. Muitos tutores acreditam que esses sinais são “normais da idade”, mas, na verdade, representam desconforto e dor. Atualmente, a medicina veterinária conta com tratamentos modernos e seguros que aliviam a dor, reduzem a inflamação e devolvem mobilidade e bem-estar aos pets idosos.
A saúde bucal também se torna ainda mais importante com o passar dos anos. A doença periodontal é comum em cães e gatos mais velhos e pode provocar dor, mau hálito e até infecções sistêmicas, afetando órgãos como coração, rins e fígado. Avaliações odontológicas regulares fazem parte do cuidado com a longevidade.
A pele e a pelagem sofrem alterações com o envelhecimento. Coceiras frequentes, feridas que demoram a cicatrizar, queda excessiva de pelos e infecções recorrentes não devem ser encaradas como algo natural da idade. Doenças dermatológicas crônicas são comuns nessa fase e impactam diretamente a qualidade de vida quando não tratadas adequadamente.
Nos gatos, o envelhecimento costuma ser mais silencioso. Alterações discretas de comportamento, diminuição da interação, mudanças nos hábitos urinários, aumento da ingestão de água e perda de peso podem ser sinais precoces de doenças renais, hormonais ou articulares, que exigem diagnóstico e acompanhamento veterinário.
Por isso, o check-up anual — ou semestral para pets idosos — é fundamental. Exames de sangue, urina, avaliação cardíaca, ortopédica, dermatológica e odontológica permitem identificar problemas ainda no início, quando o tratamento é mais eficaz e menos invasivo.
Envelhecer bem não significa apenas viver mais tempo, mas viver melhor. Com acompanhamento veterinário regular, ajustes na rotina, ambiente adaptado e muito carinho, é possível oferecer aos nossos pets uma velhice ativa, confortável e cheia de qualidade de vida.