Os números dão noção do tamanho do problema: cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco - deslocamento da estrutura que existe entre as vértebras da coluna. Muitas dessas pessoas precisam de cirurgia para correção, mas o tempo longo de recuperação assusta.

O que poucos sabem é que, não só esta patologia, mas as muitas outras que envolvem a coluna, podem ser tratadas com com terapias não agressivas, e sem cirurgia.

De acordo com o fisioterapeuta Bruno Francisconi, profissional atuante em Jaraguá do Sul, é feito um programa de tratamento visando a descompressão da coluna, a melhoria da amplitude de movimento e biomecânica, além do fortalecimento dos músculos estabilizadores da coluna.

“Hoje já se sabe que 95% das hérnias de disco não precisam de cirurgia, e que 90% das hérnias com menos de 6 meses de formação são absorvidas com o tratamento”, explica.

O primeiro passo para este tratamento, junto a um profissional de confiança, é a avaliação. São feitos alguns questionamentos para entender o paciente, como saber onde exatamente dói, o que faz a dor piorar e há quanto tempo sente o desconforto.

Depois são aplicados testes biomecânicos para analisar como a coluna se comporta com movimentos. Entendendo melhor os detalhes é possível montar um plano de tratamento mais eficaz para cada indivíduo.

Em geral, o tratamento tem a duração de um a dois meses, mas isso pode variar para mais ou menos tempo, de acordo com o que foi encontrado na avaliação.

Neste período é feita a junção de várias técnicas renomadas, para atender às necessidades do paciente, entre elas o McKenzie, Osteopatia, Maca de Tração, Maca de flexo descompressão e estabilização segmentar.

Foto do acervo da Clínica Smartfisio.

Francisconi destaca que o tratamento não reverte a patologia, o que acontece é uma reestruturação para que o paciente conviva com as degenerações presentes na coluna, mas sem dor.

“Se o paciente entender o tratamento e que isso deve ser encarado com um estilo novo de vida, ele pode nunca mais sentir essas dores novamente”, comenta.

Mas caso volte a doer, o próprio paciente saberá o que fazer para eliminar a dor, sem precisar de fisioterapia ou remédio. O foco do tratamento é tornar esse paciente auto-suficiente quanto à dor que sente, assim ele não precisa depender de ninguém para se sentir melhor.