Cirurgia torácica: a prevenção, o diagnóstico e a cura

Foto: divulgação

Por: Elissandro Sutil

18/01/2023 - 05:01 - Atualizada em: 18/01/2023 - 06:33

As doenças da caixa torácica e seus conteúdos precisam ser reconhecidas precocemente para evitar tratamentos prolongados e não curativos. Vou falar de forma geral, explicando o funcionamento da minha especialidade e no decorrer do ano vou falar item por item.

As patologias poderiam ser divididas em regiões anatômicas e em grupos de patologias. As regiões anômicas seriam o mediastino e os hemitórax a direita e a esquerda. Neste contesto teríamos os pulmões, a parede torácica, o esôfago, a traquéia, o pericárdio, o coração, os grandes vasos, o diafragma e as pleuras, entre outros.

As patologias principais ficariam em malignas e benignas. Nas malignas teríamos os nódulos e tumores de pulmão, as metástases diversas, os tumores do timo e do mediastino, os tumores das costelas, das cartilagens, do osso esterno, da parede muscular do tórax, do esôfago.

As formas benignas podem ser divididas em autoimunes, adquiridas pelo tabagismo e poluentes, as inflamatórias, as infecciosas, as congênitas, as traumáticas, etc.…

Rastreamento e as chances de cura

A cirurgia torácica atua efetivamente no diagnóstico e no tratamento de diversas patologias. Um dos pontos mais importantes está no rastreamento de doenças malignas pulmonares, direcionada para aquelas pessoas que apresentam um perfil com uma carga tabágica ativa ou passiva, vítima de poluição sendo inalada constantemente, idade acima de 40 anos, história de algum tipo de câncer na família.

O rastreamento, quando aplicado, diminui a chance de encontrar lesões potencialmente incuráveis, trazendo o melhor para o doente e para as instituições. Uma parceria com a Secretária de Saúde já está fechada para levar este modelo do privado para o atendimento no SUS.

Outro foco está na ampliação do tratamento endoscópico para as doenças diversas, como os tumores glóticos, as traqueias, os brônquicos, sejam benignos ou malignos. Usando energias limpas com a laser e crioterapia, ainda o uso de stents brônquicos, traqueias, para as estenoses ou para o enfisema pulmonar.

Outro projeto com o Hospital São José está fechado, para fazer as biópsias mediastinais por endoscopia respiratória, reduzindo muitos os riscos para o paciente e evitando cirurgias. “Um dos pontos onde mais me preocupo está na evolução das cirurgias minimamente invasivas, melhora a vídeo tradicional e agregar a técnica robótica, como evolução real”, afirma o cirurgião torácico Giovani Mezzalira.

A vídeo toracoscópica tradicional é usada em larga escala aqui em Jaraguá para o tratamento do Péctus Escavatun, da Síndrome do Desfiladeiro Torácico, para as Fraturas de Costelas, para o Suor Excessivo, para as lesões do Diafragma, os Nódulos e Tumores Pulmonares, as lesões Pleurais e as Pericárdicas, para as lesões Esofágicas, para as Bolhas Pulmonares no Enfisema e no Pneumotórax Espontâneo.

Cirurgia robótica: tecnologia menos invasiva

A cirurgia robótica se diferencia no tratamento de todas as patologias, ela agrega uma menor invasão aos tecidos e com isto consigo operar lesões mais complexas com uma segurança extraordinária.

Basta imaginar que entre o paciente e o cirurgião existe uma interface que têm uma visão mil vezes melhor que a do ser humano, uma filtragem dos tremores essenciais, uma mobilidade da pinça maior que a própria mão e a possibilidade de operar com três braços ao mesmo tempo.

Nos anos de 2021 a 2022 as principais cirurgias que fiz foram em pacientes de Jaraguá do Sul e de outras cidades, no Hospital Marcelino Champagnat (Curitiba), no Hospital Albert Einstein (São Paulo) e no Hospital Santa Isabel (Blumenau).

Neste atual momento, a única cidade catarinense que tem a principal plataforma robótica Da Vinci, mais avançada, é Blumenau, mas as conversas estão afiadas para termos esta tecnologia aqui em breve.

Dr. Giovani Mezzalira durante cirurgia robótica

Por Dr.Giovani Mezzalira (CRM-SC 8611), formado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também se especializou em cirurgia geral. É cirurgião torácico, especializado pelo Hospital Evangélico de Curitiba, mestre em cirurgia torácica pela PUC/PR, possui certificação em cirurgia robótica pelo Instituto Falk (PR) e pós-graduação em cirurgia robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Giovani Mazzalira: 22 anos dedicados à cirurgia torácica

O ano de 2023 consolidará o trabalho de 22 anos, criando uma cirurgia torácica forte em Jaraguá do Sul, com a possibilidade de oferecer para mais hospitais, em outras cidades, para nossos pacientes que preferirem ter seus tratamentos em outros polos de medicina.

Para isto me tornei médico titular do Hospital Albert Einstein em SP, do Hospital Santa Isabel em Blumenau, opero também nos Hospitais Marcelino Champagnat e Pilar em Curitiba.

Pós graduandos assistem cirurgia do dr. Giovani Mezzalira no Hospital Albert Einstein

Onde atende:

Clínica Toracopulmonar (Dr. Giovani Mezzalira – CRM-SC 8611)

Telefone: (47) 3276-1499

Endereço: Rua João Planincheck, 1990, sala 513, Jaraguá Esquerdo, Jaraguá do Sul – Edíficio Blue Chip Centro Executivo

Instagram: @clin.toraco.