Atualmente, a busca pela beleza e a forma ideal vem aumentando significativamente a procura de procedimentos
estéticos e cirúrgicos, com o intuito de um corpo harmonioso e saudável.

A eficiência de uma cirurgia plástica não depende somente do seu planejamento cirúrgico, mas também da intervenção e cuidados pré e pós-operatório, o que tem demonstrado ser fator preventivo de possíveis complicações e promoção de um resultado estético e funcional mais satisfatório.

A intervenção fisioterapêutica no pré e pós-operatório imediato vem sendo comprovada a cada dia pelos benefícios e eficácia dos resultados no tratamento, demonstrando que a mesma não deve ser lembrada somente para fins estéticos, mas também para prevenção e tratamento de patologias.

Foto por Piero Ragazzi/OCP News

A aplicabilidade da fisioterapia no pré-operatório de cirurgias estéticas tem por objetivo fortalecer os vasos sanguíneos e linfáticos; e no pós-operatório visa a melhoria significativa da textura da pele, nodulações fibróticas, redução do edema, alívio da dor, minimização de possíveis aderências teciduais, rapidez na recuperação das áreas com sensibilidade alterada, promovendo uma cicatrização mais rápida e de melhor qualidade, conciliando técnicas menos invasivas, como peelings, carboxiterapia, ultrassom, laserterapia, radiofrequência, cinesioterapia, para um melhor resultado estético e funcional.

A Drenagem Linfática Manual é essencial no pós-operatório dessas cirurgias, pois ajuda na redução do inchaço causado pelos procedimentos, acelerando a regeneração da área. Outro grande benefício é a diminuição do processo inflamatório. Quando o organismo sofre um grande trauma, a tendência é que a área afetada retenha líquido.

No caso de uma cirurgia plástica, o sangue, o soro fisiológico e as secreções são substâncias que podem se acumular. A técnica de liberação tecidual funcional é um tratamento simples, indolor, não invasivo e de rápida resposta, que consiste na aplicação
de uma pressão suficiente para provocar um rearranjo na estrutura dos tecidos, orientando as fibras de cicatrização e de colágeno, prevenindo ou tratando, dessa forma, as fibroses e aderências.

Foto por Piero Ragazzi/OCP News

A técnica de taping consiste na aplicação de fitas compressivas hipoalergênicas de algodão nas regiões operadas, de forma a mobilizar e orientar o processo cicatricial constantemente e em diferentes direções, modificando a estrutura do colágeno cicatricial. Age complementando os tratamentos manuais.

Outra técnica utilizada dentro da fisioterapia é a Cinesioterapia, que trabalha a parte funcional do corpo, com exercícios e alongamentos, caso haja alguma limitação de movimento, em função da cirurgia.

O Ultrassom terapêutico é utilizado para exercer um efeito térmico ou atérmico sobre as células e tecidos da área operada. O mecanismo atua de diferentes formas no processo de cicatrização e/ou reparo de lesões.

O efeito atérmico é indicado no pós-cirúrgico imediato, ou seja, na etapa da inflamação, que é uma fase dinâmica de reparo. Seu efeito tem uma importante contribuição na circulação sanguínea da área operada, facilitando a drenagem linfática.

Todos os tratamentos fisioterapêuticos pré e pós-cirúrgicos têm de ser realizados por uma equipe multidisciplinar e capacitada para exercê-los. A partir disso, as técnicas de fisioterapia têm muito a contribuir para o sucesso da cirurgia plástica e o bem-estar dos pacientes.

Este artigo é de autoria do Cirurgião Plástico João Paulo Issamu Takata (CRM 24372 / RQE 14973), juntamente com a fisioterapeuta Chadia Nawas Balero (CREFITO 10- 179347S-F) colunistas do caderno especial Vida Saudável

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