Apesar de se tratar de um termo incomum e aparentemente complicado, a palavra ortognática, em sua origem, tem significado semelhante a “correção dos maxilares”.

Por isso, o procedimento nada mais é que uma cirurgia destinada a corrigir desarmonias relacionadas aos ossos maxilares. O cirurgião dentista Jefferson Wilson Simm Filho, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, explica que os ossos maxilares compreendem a maxila e a mandíbula e são muito importantes porque sustentam os dentes, possibilitam a mastigação e auxiliam na articulação da fala, além de contribuírem para a função respiratória.

Caso essas estruturas não estejam na posição correta ou apresentem deformidades ou assimetrias - que podem ser congênitas, por crescimento exagerado/inadequado, em decorrência de traumas ou outros fatores -, a cirurgia ortognática poderá ser indicada como meio para solucionar o problema.

O profissional esclarece que o procedimento pode ser realizado, mediante avaliação clínica e exames, em pacientes com desarmonias dentofaciais que já sofreram estabilização do crescimento ósseo na região da face, o que ocorre geralmente próximo aos 18 anos de idade.

A cirurgia consiste, basicamente, em reposicionar a maxila e/ou a mandíbula por meio de placas e parafusos de fixação. Após o ato cirúrgico, exigem-se dos pacientes diversos cuidados como medicação, restrição à alimentação e repouso.

Trata-se de um procedimento importante para melhorar aspectos funcionais e corrigir a mordida, além de evitar a retração da gengiva, desgastes e até mesmo artrose na articulação temporomandibular. Além disso, o procedimento gera reflexos muito positivos na estética facial, uma vez que o reposicionamento dos maxilares confere mais harmonia e proporcionalidade ao rosto do paciente.

Outro ponto muito positivo do procedimento é o fato de, na maior parte das vezes, ser realizado por dentro da boca, sem deixar cortes e pontos no rosto. O procedimento cirúrgico, entretanto, não é o único passo a ser realizado, uma vez que o paciente deverá ser submetido a tratamento ortodôntico (colocação de aparelho), em regra, antes da cirurgia. Em alguns casos, o tratamento ortodôntico deve prosseguir mesmo após o ato cirúrgico.

Por se tratar de um procedimento que proporciona benefícios funcionais relacionados à mastigação, à fonética e à respiração, e por harmonizar e melhorar esteticamente o rosto, a cirurgia ortognática influencia diretamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente, mostrando-se uma ótima opção para a correção das deformidades dentofaciais.