A Polícia Civil investiga um caso de ameaça a opositores do presidente Jair Bolsonaro em Jaraguá do Sul.

Nesta terça-feira (6), uma integrante do grupo registrou um boletim de ocorrência contra o homem.

Ele gravou um vídeo para os manifestantes que colocaram cruzes com mensagens contra Bolsonaro no parque Via Verde.

A intervenção foi feita na manhã de domingo (4).

 

 

Nas imagens que circularam nas redes socais, o autor diz que se deparou com as placas e afirma que as retirou porque não achou pertinente. Em seguida, mostra uma arma de fogo.

“Nada contra quem é contra o Bolsonaro. Nada contra, realmente, quem não gosta do Bolsonaro, né? Não quer dizer também que eu sou a favor do Bolsonaro. Mas a nossa Via Verde é tão bonita, vamos respeitá-la e deixar ela linda, sem essas manifestações políticas”, ironiza exibindo um revólver.

A reportagem apurou com base nas imagens que a arma é um revólver da marca Taurus calibre .357 Magnum, com capacidade para sete tiros.

A mulher que registrou o boletim afirma que ela e alguns amigos colocaram as cruzes na Via Verde em ato de protesto contra as mortes de Covid-19.

Durante a tarde, quando foram buscar os objetos de madeira, eles observaram que foram removidos.

O delegado titular da Delegacia da Comarca de Jaraguá do Sul, Luiz Carlos Gross, explica que um termo circunstanciado foi instaurado para apurar os fatos.

O objetivo da investigação é apurar quem é o autor do vídeo e verificar a situação da arma utilizada na ameaça.

Uma professora que participou do protesto e publicou fotos nas redes sociais sofreu ameaças.

Ela não quis dar entrevista por estar muito abalada psicologicamente com mensagens que diz ter recebido de simpatizantes de Jair Bolsonaro.

O ato causou uma grande polêmica nas redes sociais e muitas pessoas chegaram a levantar a hipótese da intervenção na Via Verde ser um ato de dano ao patrimônio público.

A reportagem do OCP consultou o Setor de Atividades Humanas da Prefeitura de Jaraguá do Sul.

De acordo com o setor, o ato não está ferindo o Código de Posturas do Município, pois não houve a interrupção do livre trânsito de pedestres e utilização do espaço público para divulgação de marca, produto ou serviço.

O entendimento é de que também não houve dano efetivo ao patrimônio público durante a manifestação.

 

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