A equipe da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Jaraguá do Sul, sob o comando do delegado Daniel Dias, conseguiu esclarecer o terceiro homicídio do ano registrado no município, em que o comerciante Sérgio Antonio Costa foi assassinado com um tiro na noite de 14 de julho. As investigações revelaram dois suspeitos do crime: um menor de 17 anos e um maior de 36.

Segundo Daniel, as investigações tomaram rumo com os depoimentos das testemunhas. “No dia da ocorrência, fomos até o local para colher mais informações. A partir daí, começamos a ouvir muitas testemunhas e tudo foi se encaixando” afirma Daniel.

Pequenos detalhes, como o carro abandonado nas proximidades do local do crime, na rua Hercílio Anacleto Garcia, no bairro Santo Antônio, fizeram a diferença. Um cão da PM chegou a ser usado para farejar o veículo, levando os policiais até a casa de um dos envolvidos.

O autor, um menor de 17 anos, confessou o crime em detalhes.

“Ele nos relatou que foi procurado pelo maior, que tinha a intenção de matar Sérgio por vingança. No dia do homicídio, de posse de uma pistola, eles foram em direção ao mercado e o menor se ofereceu para matar, já sabendo que teria privilégios por ser menor. Eles chegaram próximos do comerciante, o chamaram e o menor deu um tiro no rosto dele. Foi fatal”, conta o delegado.

Após o crime, eles fugiram ao perceber a chegada dos policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam). O suspeito maior de idade já foi identificado, porém, permanece foragido.

A polícia acredita que ele esteja em outro estado. O menor foi ouvido e, por enquanto, segue em liberdade. Ele não tinha passagens criminais.

Abuso de menor como motivação para o crime

Em seu depoimento, o menor afirmou que o que teria motivado o comparsa a matar Sérgio seria um suposto abuso que ele cometeu contra a filha do maior foragido.

“Ele, a vítima, teria um costume de fazer brincadeiras incoerentes com menores que iam no mercado, e um dia, teria passado a mão na filha do maior, o que despertou sua ira”, conta Dias.

O delegado frisa que essa é a versão do menor, e que não há nenhuma comprovação, por enquanto.

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