Graças à união dos moradores, a Polícia Militar de Jaraguá do Sul conseguiu identificar e prender na noite de domingo (5), dois rapazes, de 19 e 20 anos, suspeitos de praticarem atos de vandalismo e depredarem as instalações da Associação de Moradores da Vila Chartres (Amovic). A abordagem e as prisões ocorreram na rua Manoel Francisco da Costa, no bairro João Pessoa, em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, por volta das 21h30. Segundo registros da Polícia Militar, a central de emergência foi informada de que havia dois homens depredando uma escola desativada na comunidade e que os mesmos haviam deixado o local em uma motocicleta com placa MCW-4572. As guarnições se deslocavam para o local quando identificaram a moto e abordaram os suspeitos.
Marcas de sangue no chão e torneiras arrancadas | Foto Divulgação/OCP
Sangue nas janelas, que tiveram vidros quebrados | Foto Divulgação/OCP
Testemunhas acreditam que os dois rapazes abordados eram os mesmos que haviam em outras ocasiões arrombado a porta da escola e quebrado alguns vidros e cadeiras. Os dois foram encaminhados à delegacia de polícia para os procedimentos cabíveis. A tesoureira da Amovic, Silvana Pavanello, explica que a prisão dos suspeitos só foi possível graças à união dos moradores, que decidiram em conjunto trocar informações e ficar atentos ao movimento fora do comum no imóvel. A Amovic funciona nas instalações desativadas da Escola Municipal da Vila Chartres há pelo menos oito anos. Segundo ela, além de cuidar do imóvel, os moradores usam a sede para reuniões e eventos, além de ser sede de uma sessão eleitoral. Ela diz que quando os moradores chegaram ao local na noite de domingo encontraram vidros quebrados, porta arrombada, torneiras arrancadas. Também havia um rastro de sangue, pois um dos vândalos se feriu ao quebrar os vidros. Os moradores dizem que os suspeitos não moram na região e não sabem o que teria motivado os atos de vandalismo. O presidente da Amovic, Ademir Kruger, registrou boletim de ocorrência. Ainda segundo os moradores, os suspeitos alegaram que tinham se machucado e estavam com as mãos sangrando porque teriam caído de moto."Só não temos a prova que eram os dois há 15 dias atrás", observa Silvana, relatando que no dia 22 de outubro teve outra cena de vandalismo, com a porta arrombada, também quebraram os vidros de trás, algumas tábuas de banco, e ainda havia marcas de xixi nas paredes e camisinhas e latinhas de cerveja jogadas pelo pátio.