Queda foi em uma lateral da rua Monsenhor Gercino, no bairro Paranaguamirim | Foto Windson Prado/Arquivo/OCP News
Queda foi em uma lateral da rua Monsenhor Gercino, no bairro Paranaguamirim | Foto Windson Prado/Arquivo/OCP News

Um ano depois da queda do helicóptero que matou três pessoas em Joinville o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) não conseguiu concluir o que aconteceu na cabine da aeronave antes da queda. No site do órgão, a ocorrência ainda segue como ativa, e cita que a causa da queda é indeterminada.

O acidente aconteceu no dia 8 de março do ano passado, depois que dois homens contrataram um helicóptero em Penha para fazer um sobrevoo na zona Sul de Joinville. No meio da viagem eles comunicaram ao piloto e o auxiliar de pista que estava na aeronave que o voo seria para resgar um detento da Penitenciária Industrial de Joinville. Pouco tempo depois, o helicóptero caiu no bairro Paranaguamirim, bem perto da cadeia.

O piloto Antônio Mário Franco Aguiar, 56 anos, o ajudante de pista, Bruno Siqueira, 21, e um dos passageiros, Ivan Alexssander Zurman Ferreira, 24, morreram na hora. O outro ocupante, Daniel da Silva, 19, sobreviveu.

Crime já foi julgado

A Polícia Federal de Joinville conseguiu concluir que a aeronave havia sido sequestrada para o resgate de um preso e a Justiça condenou cinco pessoas envolvidas no crime.

O detento que teria articulado a contratação do helicóptero e planejado a fuga, Paulo Henrique Artmann dos Santos, 30, conhecido como calango, foi condenado a 14 anos e 8 meses. Já Daniel da Silva teve pena de 12 anos.

Outras três pessoas acusadas de ajudarem na ação receberam sentença de dois anos de prisão.

Entenda o caso | O acidente

  • Tudo aconteceu na tarde da quinta-feira, 8 de março, depois de dois homens irem até a base da empresa Avalon Táxi Aéreo, que fica em frente ao Parque Beto Carrero World, em Penha. Eles contrataram um sobrevoo em Joinville, alegando que queriam fotografar um terreno na cidade. Para isso, pagaram R$ 3,1 mil em dinheiro.
  • Os dois homens embarcaram no helicóptero da marca Bell, modelo 206B Jet Ranger III, fabricado em 2010, com prefixo PR-HBB, junto ao piloto, Antônio Mário Franco Aguiar, anos, o ajudante de pista, Bruno Siqueira. Um dos passageiros viajou ao lado do piloto na frente da aeronave, e o outro foi na parte de trás ao lado do auxiliar de pista.
  • Já em Joinville, às 15h40 o helicóptero cai e explode em frente a duas casas da Servidão Adenilda Roeder, no bairro Paranaguamirim. Piloto, auxiliar de pista e um dos passageiros morreram na hora. Eles tiveram os corpos carbonizados.
  • Um dos passageiros, identificado como Daniel da Silva, sobreviveu. Logo após a queda, a Polícia Militar descobriu uma pistola e um revólver, em meio aos escombros. Também foi apurado que Daniel é ex-detento do Presídio Regional de Joinville, e estava em liberdade provisória. Daniel e Paulo seguem detidos.
  • A investigação da Polícia Federal concluiu que o helicóptero ter sido sequestrado para fazer o resgate de um preso da Penitenciária Industrial de Joinville. O helicóptero caiu a exatos 2,5 quilômetros do complexo prisional de Joinville.

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