Depois de quase dois anos de discussão, a implementação do Colégio Militar Feliciano Nunes Pires, em Joinville, se torna realidade na tarde desta quarta-feira (14). É quando os 70 alunos matriculados na escola iniciam o ano letivo. As aulas serão no período vespertino e ocorrem na Escola de Educação Básica Osvaldo Aranha, no bairro Glória. Pela manhã, o diretor do Colégio Militar, Hélio Puttkammer, conversou com a reportagem do Jornal de Joinville e deu detalhes de como será este início de trabalho. “Hoje (quarta 14/2) será feita uma apresentação da escola e dos processos que serão implementados aos alunos. A presença deles é obrigatória, a dos pais é facultativa. Até sexta-feira os alunos passam por uma adaptação, e a partir da próxima segunda-feira (19), eles começam de fato a receber o conteúdo programático do ano”, explicou Puttkammer. Esta será a primeira experiência do tenente-coronel da Polícia Militar na educação fundamental. “Eu já atuei nos processos de formação na academia. Trabalhar com o ensino fundamental será um grande desafio. Não esperava por isso, mas estou muito animado”, disse o ex-comandante do 17º BPM (Batalhão de Polícia Militar), de Joinville. Ele é formado em direito e administração. Puttkammer ressalta que apesar de ser uma escola militar, grande parte dos professores são civis. “O nosso quadro de docentes é praticamente todo formado por civis. Talvez tenhamos dois militares em sala de aula. Todo o conteúdo que as crianças e adolescentes terão aceso é o mesmo das demais escolas do Estado. O que muda é a direção da unidade”, enalteceu o diretor. Disciplina e Ordem-unida A diferença está na disciplina e no regimento da instituição de Ensino. “Vamos efetivar o civismo, os alunos terão que cantar o hino Nacional, o de Santa Catarina e os demais que fazem o fortalecimento da disciplina. Outro ponto importante é implementação da Ordem-unida – que são atos como marchar, desfilar e culto aos símbolos nacionais – que reforçam a disciplina”, esclareceu Hélio Puttkammer ao Jornal de Joinville. Ele finaliza dizendo que “o colégio não tem como objetivo ser um quartel, mas é um local de exercício da disciplina e do respeito, principalmente ao professor”. “O melhor rendimento escolar dos jovens que estudam nessas unidades é porque o aproveitamento escolar acontece devido às regras”, conclui. Todas as 70 vagas para a sexta série do Ensino Fundamental do Colégio Militar foram preenchidas por modo de sorteio, realizado em dezembro. 24 delas são ocupadas por filhos de militares. A EEB Osvaldo Aranha vai continuar a oferecer o Ensino Médio regular no período da manhã.

Confira as fotos do primeiro dia de aula do Colégio Militar de Joinville 

*Atualizada em 18h39 desta quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018