Cena do crime: filho da vítima, de dois anos, e o cão Bobby comoveram a população na época | Foto  Arquivo

Cena do crime: filho da vítima, de dois anos, e o cão Bobby comoveram a população na época | Foto Arquivo

O Tribunal do Júri da comarca de Joinville condenou, na tarde de terça-feira (16), Moisés Bispo de Barros da Silva, de 41 anos, a 16 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte de sua companheira após uma discussão entre o casal. O crime aconteceu em 22 de janeiro de 2016, no bairro Comasa.

O réu confessou que, sob efeito de crack, desferiu 13 facadas em Sueli Padilha, 36 anos na época. O filho dela, com dois anos e oito meses, dormia durante o episódio, mas acabou despertando.

Mesmo alegando que estava sob efeito de drogas, o réu foi considerado culpado. A sessão foi presidida pela juíza Karen Francis Schubert Reimer.

O réu alegou legítima defesa dizendo que a mulher tentou esfaqueá-lo pouco antes. Ambos seriam dependentes químicos. Eles estariam juntos há poucas semanas e o agravante de feminicídio foi descartado. Tanto o promotor quanto a defesa recorreram da sentença.

O crime

O esfaqueamento ocorreu na rua Vicente Celestino, por volta das 4h. Sueli foi encontrada caída em via pública. Após o crime, o acusado fugiu sem prestar socorro à vítima.

O filho permaneceu ao lado da mãe, junto com o cachorro Bobby, até a chegada da equipe do Samu e a vítima ser levada pela ambulância. O garoto ficou com os PMs até a chegada de uma tia, que ficou responsável por ele. O que mais chamou a atenção da população foi a atitude do cão. Ele permaneceu o tempo todo ao redor da situação.

Atitude de cão chamou atenção na época | Foto Arquivo

Sueli ficou internada no hospital por aproximadamente um mês, mas não resistiu e morreu no fim de fevereiro de 2016. Moisés foi preso cerca de três semanas depois do crime, na cidade de Cascavel, no Paraná.

Nesta semana, o acusado foi condenado por homicídio qualificado, ou seja, por motivo fútil e por "traição ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido".

Durante o julgamento, o réu disse que Sueli saiu para comprar droga. Na volta, segundo o acusado, ele a teria visto com outro homem e, depois disso, começaram uma discussão. Durante o depoimento, ele também declarou que esfaqueou a mulher no calor da discussão, pois estava sob efeito de droga.

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